Um projeto idealizado e realizado por estudantes do ensino médio, o blog Comentaristas surgiu durante conversas entre esses. Com o objetivo de trazer informações dos mais variados temas, desde notícias do cenário "pop" atual, até matérias completas de política e histórias. Como temos um grande número de autores, as opiniões podem e vão variar de autor para autor, podem até colidir, dando ao leitor, dois pontos de vista contrários para analisar.

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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Filmes X Livros

20:48 Posted by Unknown , 1 comment
 Grande parte dos fiéis leitores têm problemas quando obras literárias, ou até mesmo músicas, são adaptadas para o cinema e a televisão.
 Por outro lado, existem também, pessoas que preferem os filmes, afirmando que, com os filmes, o entendimento da história fica facilitado.
 Existem também as pessoas que aceitam os filmes como se fossem uma obra diferente, não se importando com informações que não estão presentes, e veem com outros olhos, às vezes gostando de algo no filme, que não gostaram no livro, ou o contrário.

  Segue uma lista das melhores e piores adaptações cinematográficas e televisivas:

Melhores:
-O clube da luta;
-O Senhor dos Anéis;
-Laranja mecânica;
- As Crônicas de Gelo e Fogo/Game of Thrones;
-Jogos Vorazes;
-Faroeste Caboclo;
-A Menina que Roubava Livros;
-Dom Casmurro;
-O Poderoso Chefão;
-Pretty Little Liars.

Piores:
-O Lórax;
-Percy Jackson e o Ladrão de Raios;
-The Walking Dead;
-Carrie , a Estranha (2013);     
-Eragon;
-Desventuras em Série;
-A Hospedeira;
-O Código Da Vinci;
-O Caçador de Pipas;
-Harry Potter e a Ordem da Fênix.





 Livros são provas de que humanos podem fazer mágica!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Ler? O que é isso?

10:30 Posted by Unknown , No comments
A diminuição no índice de leitura dos brasileiros tem alarmado cada vez mais o país. Enquanto parte da população se mantém analfabeta, outra parcela tem o máximo de quatro livros lidos no ano – contando com livros didáticos. Graças a uma pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro, constatou-se que o Brasil possui ainda menos leitores do que em 2007.

A falta de competitividade e variedade no setor industrial não é o problema.  De acordo com Sérgio Machado, do renomado Grupo Editoral Record, o Brasil publicou 55 mil títulos em 2010. Em média, a editora publica, mensalmente, oitenta obras distintas.  Lamentavelmente, grande parte desses livros é armazenada em galpões por falta de procura, acarretando uma despesa bastante significativa à empresa.
O mercado editorial brasileiro tornou-se mais amplo nos últimos anos, onde algumas empresas não conseguem levar para as grandes livrarias ao menos um título. Essas são também um problema, pois segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia Estatística – 69,07% das cidades brasileiras não possuem livraria.

O acúmulo de livros não vendidos nas grandes metrópoles pode ser explicado pelo valor a ser pago que afeta o bolso da população. Ao passo que Estados Unidos e França possuem livros pela metade do preço, os brasileiros têm feito um grande esforço para conseguir manter seu acerco pessoal. Com um custo de R$ 34,00 em média por livro, vem-se optando por meios mais baratos de lazer, como televisão e internet. O Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) realizou uma pesquisa que revela que, em um ano, os livros tiveram um aumento de 12,46%, aproximadamente.

A falta de educação e escolaridade também gera déficit no índice de leitura. Os 33 milhões de analfabetos funcionais – dados do IBGE – confirmam a carência da procura por qualquer espécie de exemplar literário. Por conta da dificuldade na leitura, esses 18% dos brasileiros optam igualmente por meios tecnológicos e televisivos.

Seja pelo preço elevado, pela insuficiência de lojas especializadas ou pela substituição dos livros, a verdade é que o país possui um desempenho baixíssimo quando o assunto é ler. Conforme o Pisa, o Brasil ocupa o 55º lugar com 410 pontos, abaixo do Chile, Uruguai e Tailândia. É possível observar, no gráfico abaixo, a dificuldade de manter a leitura brasileira em desenvolvimento.



Pergunta-se muito onde estão os leitores brasileiros. Muitos estão escondidos debaixo do pano da má educação brasileira. Outros, nas despesas que não podem criar. Ainda há aqueles escondidos debaixo da falta de estímulo, os que ainda não encontraram seu caminho na jornada dos livros. De todo o jeito, uma grande parcela da população está perdendo "o maravilhoso mundo dos livros", e muitas vezes nem sabem o que é o simples ato de ler. 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Literatura "pop"

08:00 Posted by Unknown No comments
      A literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real idealizada pelo artista. Logo a literatura retrata o cotidiano, os problemas costumeiros, conflitos amorosos (adolescentes ou não), criando a literatura considerada pop. Porém o conceito de literatura pop nem sempre foi bem aceito. Somente a partir dos anos 90 essa passou a ser aceita, principalmente nos EUA e no Reino Unido, quando deixaram o clássico de lado, mesmo que tenha já suas primeiras obras nos anos 80.


     O clássico foi considerado a forma única de literatura por muito tempo e marginalizam a forma popular de expressão, marginalizava-se a obra que tratava da realidade do próprio indivíduo. Um novo pensamento foi inserido no meio literário quando autores como Bret Easton Elis, Douglas Coupland, Irvine Welsh, Nick Hornby tiveram suas obras literárias feitas best-sellers. Tratavam de assuntos juvenis, acessíveis a um amplo público.
     Apesar de a literatura ter se renovado há quem continue a pensar que o clássico é a literatura verdadeira, e a menosprezar a literatura popular. O mesmo indivíduo que tem estas atitudes talvez não tenha parado para pensar que quando o clássico tão cultuado por ele foi publicado, provavelmente foi menosprezado da mesma forma que o equivocado menospreza o pop atual, afinal, mesmo os clássicos foram considerados populares e fúteis em suas épocas. Esta poderia ser a explicação do por que Machado de Assis fez sucesso somente após sua morte. Assim como o pop atual demorou a ser considerado literatura, com a escrita de Machado poderia muito bem ter ocorrido o mesmo.
    "Não há espaço para literatura no Brasil, para começar, é muito restrito. Então costumo dizer que ou você é um escritor sério ou você é um escritor ruim, ou seja, ou você é o acadêmico jabutado ou é o comercial descartável." disse Santiago Nazarian em entrevista para o site Vírgula. No Brasil quando se pensa em autor nacional lembra-se de imediato os autores clássicos, desconsiderando autores brasileiros  populares atuais realmente bons, produzindo obras literárias, mesmo que lúdicas, de forma magnífica.
     Devemos compreender que o clássico é bom, mas também que o pop pode ter as mesmas qualidades e ser tão bom quanto o clássico. Se compararmos alguns livros clássicos com livros pop podemos perceber falhas em ambos, e, por vezes, o livro popular se apresenta com melhor estrutura, enredo, desenvolvimento de personagens se comparado com o clássico. A literatura pop é uma arte sim, quem diz que não é porque ainda não admirou esta arte.


domingo, 27 de abril de 2014

O Clichê Nosso de Cada Dia

21:55 Posted by Anna Marchezan No comments
   “Era uma vez...” “Em um reino distante viveu uma garota...” “Então, o belo príncipe chegou com seu cavalo branco e salvou a doce garota inocente...” “E viveram felizes para sempre”. Típicas frases que construíram parte da infância de muita gente. Porém, mais tarde, isso virou “histórias repetitivas e maçantes”.
    Mesmas frases, mesmos princípios, mesmos finais, chega em um ponto que parece ser estranho. Porque será que algumas histórias ou até mesmo filmes adotam um pouco de clichê? Ao passar dos anos, ficou desgastante, previsível e chato! O enredo passa a seguir um padrão, que ao ler (ou assistir) consegue-se muito bem adivinhar qual a próxima cena e na maioria dos casos, a adivinhação está certa.
   Após notar algumas partes clichês, torna-se cansativo, nada empolgante, não existe aquele impulso que te faz ter uma motivação a ler, até porque, é possível pensar em um final para a trama antes mesmo de chegar na metade. Aliás, o que torna a leitura impressionante, são os fatos que nos pegam desprevenidos e não aqueles que seguem uma regra que constitui uma mesma ação.

    Foi o que me aconteceu dias atrás. Pego o livro, o aprecio em minhas mãos, abro ele e dou de cara com uma cena clichê. A pergunta que me fiz até a última página do livro foi “Onde terei ânimo para ler agora?”. Fiquei imaginando as cenas que viriam depois da leitura de certo fragmento, virava a página e o que esteve em minha mente passou-se para o livro. Certamente, em 301 páginas eu me senti uma vidente.
    Durante 21 capítulos enrola-se o romance, para no final: a mocinha ficar com o galã, a vilã nunca mais ser vista e todos “viveram felizes para sempre”. De todas as cenas que continham naqueles parágrafos, lembro-me somente de uma que me fez ficar chocada. Desabafo que foi um desgosto ler aquelas situações clichês.
   Em contra partida, veio-me à tona o livro “Julieta Imortal”. Em seguida do fracasso do antigo livro, apostei todas as minhas expectativas nessa recente narrativa. Ao me deparar com um novo mundo nas palmas de minha mão, fico surpresa: mágicas palavras, incríveis falas, maravilhosos detalhes e revelações em apenas algumas páginas. Estive escassa de estranhezas por um tempo, todavia Julieta Imortal me devolveu a boa sensação de ler aventuras.
   Stacey Jay, autora desse livro, conseguiu destruir a maior história de amor de todos os tempos: Romeu e Julieta. Ela descreve outra versão desse casal, uma versão mais assombrosa e fria que não contém clichês amorosos. Apaixonei-me por cada palavra escrita naquelas linhas que arrepiam qualquer um. E eu estou somente no décimo capítulo.
Se a gente pensar que já viveu tudo o que tinha pra viver, que não há mais surpresas nem vertigens pela frente, que graça terá acordar amanhã de manhã?”
Martha Medeiros


sexta-feira, 4 de abril de 2014

A Sabedoria Oculta

18:35 Posted by Anna Marchezan , 1 comment

   Observa-se em uma passagem da obra “A República”  escrita por Platão,  a alegoria (mito) da Caverna de Platão onde contém a história de Sócrates ,seu mestre, implícito nos trechos.      
   Resumidamente, conta-se sobre a vida de prisioneiros que nasceram e viveram ali, acorrentados dentro de uma caverna escura, aonde só se tinha uma fogueira que provocava sombras de objetos e de pessoas que projetavam-se na parede (a qual os prisioneiros ficavam olhando o tempo inteiro).  Imaginemos que um prisioneiro saísse das correntes e tivesse a oportunidade de explorar o mundo exterior e percebe-se que mesmo a luz do sol o cegando por um instante, o “mundo da luz” é o melhor lugar para viver. Ele voltaria para a caverna e dividiria os conhecimentos adquiridos no mundo de fora com seus colegas, os companheiros chamariam  de louco e ameaçariam de morte caso não parasse de falar ideias absurdas, pois essas, são pensamentos fora da realidade dos prisioneiros.
   Para a época, essa alegoria foi uma visão parecida com qual viveu Sócrates, e Platão se encontrava na mesma situação: Ir ou não para a luz? Nesse mito, o pensador também quis  demonstrar que vivemos (tanto naquela época quanto nestes dias) em um mundo projetado por sombras. A sociedade não aceitou que Sócrates questionasse a vida, encontrasse outros saberes, outros pensamentos, porque as pessoas queriam viver dentro das próprias “sombras”, dentro somente de suas opiniões.
     Trazer esse mito para o mundo de hoje, não se foge muito da ideia que foi descrita há tempos atrás. A sociedade destes dias é uma réplica dos prisioneiros; as nossas opiniões, pensamentos, ideias que temos sobre o mundo são somente sombras que a mídia constrói e reproduz para manipular-nos.
    O mundo é a caverna, os prisioneiros somos nós, as sombras é o que acreditamos e a luz... ninguém sabe o que é, pois não se conseguiu ainda alcançar a verdadeira realidade, a verdadeira sabedoria, logo vivemos em um mundo controlado pelo dinheiro. Por exemplo, quando recusamos a aceitar outras culturas diferentes da nossa, isso são as correntes agindo sobre nós. Mal conseguimos enxergar o que pode estar tão óbvio, temos um conhecimento básico de tudo;  quando vamos avançar para outro patamar? Quando iremos perceber que para ter uma ideia precisamos sair desse mundo tão fechado?
    O primeiro passo é reconhecer que estamos acorrentados na caverna escura, e para aqueles (poucos) que querem explorar o mundo exterior, será um tanto difícil, enquanto a mídia estiver “sugando” nossas críticas, nossas visões, opiniões. E aquilo que está por trás dessa manipulação não quer nem um pouco que qualquer indivíduo busque saber outras realidades, isso já está uma regra: nascemos, vivemos e morreremos sob as sombras da fogueira.

    Entretanto, há uma pergunta que perturbará muitos:  como queremos alcançar o mundo da luz, se o conforto está em nosso próprio egoísmo?



terça-feira, 1 de abril de 2014

O Regresso da Literatura

20:39 Posted by Unknown , No comments
A mulher tem sofrido com o machismo há muito tempo. Desde os tempos pré-históricos, é ela a responsável pelas tarefas domésticas e pelo cuidado dos filhos. Enquanto os homens saíam para caçar, eram as mulheres quem cuidavam da agricultura. Ao desenrolar da História, é possível perceber que houve muitas mudanças. Numa monarquia, por exemplo, o poder era passado de pai para filho, em primeiro lugar. Já nos sistemas mais recentes e democráticos, eram apenas homens que votavam.

Em teoria, o sexo feminino conquistaria mais respeito perante a sociedade na virada do século XX.  Com a Segunda Revolução Industrial, a mão-de-obra feminina foi incorporada nas indústrias, mas pouco efeito causou. Surgiu o Dia Internacional da Mulher e um foco maior para os direitos da mulher. Contudo, esses parecem não deixar o papel ainda nos dias de hoje.

Assédio, diferença salarial entre homens e mulheres, violência doméstica... Esses são apenas alguns dos reflexos do machismo na sociedade. Todavia, deve-se destacar que a mulher está cada vez mais ganhando espaço em todo tipo de relação. Ao que tudo indica, o sexo feminino está cada vez mais progredindo na busca de uma igualdade em relação aos homens, pelo menos em tese.