Um projeto idealizado e realizado por estudantes do ensino médio, o blog Comentaristas surgiu durante conversas entre esses. Com o objetivo de trazer informações dos mais variados temas, desde notícias do cenário "pop" atual, até matérias completas de política e histórias. Como temos um grande número de autores, as opiniões podem e vão variar de autor para autor, podem até colidir, dando ao leitor, dois pontos de vista contrários para analisar.

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terça-feira, 3 de junho de 2014

Ditadura Militar - General Emílio Médici

12:30 Posted by Victor G. , , No comments
     Em 1969, depois da saída da Junta Militar, o General Emílio Garrastazu Médici, o mais severo dos presidentes assumiu.


General Emílio Garrastazu Médici

       Médici, em seu mandato, estabeleceu uma ainda mais rígida censura, intensificou o AI-5, realizou as obras da usina Hidrelétrica de Itaipu e iniciou a construção da Rodovia Transamazônica.
     Além dessas, aumentou a intensidade do forte sentimento nacionalista, já presente na Ditadura Militar. Isso ficou marcado com a frase "Brasil, ame-o ou deixe-o". Esse sentimento, em suma, lutava contra os sentimentos "anti-nacionalistas" como usar nomes ou cantar em outras línguas ou criticar o governo, sendo que isso seria, para o ponto de vista do mesmo, criticar o país.
     Ainda em seu mandato, nos anos de 69 a 73, Garrastazu presenciou e contribuiu para o Milagre Econômico Brasileiro. Este, aumentou a renda da classe média consideravelmente e registrou níveis excepcionais de crescimento econômico no país. O Milagre Econômico se deu por fortes investimentos na área de produção de energia e fortes investimentos em estatais. São heranças desse, o abismo social que existe hoje no país e a grande dívida externa que dura até hoje e se criou para realizar os investimentos no país.
      No final de seu mandato, Médici ainda enfrentou a crise do petróleo de 1973 que afetou todo o mundo.

domingo, 1 de junho de 2014

A Dama de Ferro

10:00 Posted by Unknown , No comments
     Margaret Thatcher,nascida em 1925, filha de um dono de armazém que foi eleito prefeito de Grantham, como político independente de ideologia liberal. Margaret estudou em escolas públicas e ganhou bolsa para química na Universidade de Oxford, onde sua carreira política começaria, sendo a presidente da associação conservadora de Oxford. No começo de 1951, quando recebeu a aprovação de sua candidatura nas eleições gerais de Dartford pelo Partido Conservador, conheceu Denis Thatcher, com quem se casaria e teria gêmeos. A Thatcher tentou ser eleita 2 vezes, nas duas perdeu para o candidato trabalhista Norman Dodds.
     Em 1961 Thatcher tornou-se Secretária de Estado para Assuntos Sociais. No final 1967, com o Partido Trabalhista no poder, ela ingressou em um gabinete paralelo que asseguraria, com a volta dos conservadores ao poder, o cargo de Ministra da Educação e Ciência. Foi o que ocorreu em 1970, quando o conservador Edward Heath ganhou as eleições. Como Ministra da Educação cortou gastos desnecessários, como o leite grátis aos estudantes de 7 a 11 anos, reduzindo para um terço de copo de leite por dia para as crianças mais novas. Na imprensa e no Partido Trabalhista o caso foi um escândalo, apelidando-a de "Margaret Thatcher, Milk Snatcher" (algo como "Margaret Thatcher, Sequestradora de Leite"). Thatcher ainda fechou grammar schools, escolas com ensino restrito, para abrir escolas de ensino abrangente durante o seu período de ministério.
Thatcher em discurso.
       Em 1975, quando Edward Heath perde nas eleições para um trabalhista sua liderança do Partido Conservador entra em dúvida e Margaret é eleita como a nova líder do Partido. O primeiro-ministro trabalhista James Callagham, em 1978, colocou a alta probabilidade de vitória dos trabalhistas nas eleições gerais no lixo ao comunicar que não haveria eleições gerais no ano. A oposição conservadora fez pressão no governo trabalhista e operários entraram em greve no inverno de 1978-79, gerando o "Inverno do Descontentamento".
         Diante da fragilidade do governo, nas eleições de 1979 Thatcher tornou-se a primeira mulher a ocupar o mais alto cargo da política britânica. Sua política neoliberalista no início de seu governo mostrava o quão mão de ferro era a mulher, que ao invés de crescimento econômico, proporcionou o enfraquecimento da economia, que passava por crises desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Em 1984, apesar de greves sérias, foi reeleita com a popularidade que a vitória na Guerra das Malvinas lhe trouxe. Sua oposição cada vez mais aumentava. Suas escolhas não agradavam nem aliados, nem opositores, entre elas estava a decisão de não aderir à União Europeia. 
        O apelido Dama de Ferro surge em meados de 1970 com suas críticas ao comunismo, e cada vez mais se popularizava com suas políticas duras. Dama de Ferro foi atribuído também quando saiu ilesa de um atentado do Exército Irlandês, que reivindicava a Irlanda no Norte.
Representação de Margaret Thatcher como a Dama de Ferro.
      Nos anos seguintes o país começava a crescer com o "thatcherismo". As privatizações, os cortes de gastos e sua política contra o Estado de bem-estar social faziam o Reino Unido voltar a crescer, e já em 1987 registrava o aumento do de 5% do PIB. Thatcher também havia se aliado ao presidente estadunidense Ronald Reagan.
        A Dama de Ferro conseguiu reeleger-se novamente em 1987, com uma margem pequena em relação ao adversário. Nesse mandato a primeira-ministra foi infeliz ao implantar a poll tax, um imposto onde os mais pobres pagariam mais enquanto os mais ricos pagariam menos. Thatcher perdeu o apoio do próprio partido e dos EUA, que agora não era mais governado por Reagan, mas sim por Bush, que não tinha simpatia por suas políticas. A Dama de Ferro viu-se forçada a renunciar o cargo em 1990.
Protestos contra poll tax.
         Margaret Thatcher era a encarnação do neoliberalismo e uma grande mulher. Disse: "Se quer algo dito, procure um homem; se quer algo feito, procure uma mulher.", quanto ao Brasil ela acreditava na sua capacidade para uma superpotência. Foi uma das primeiras lideranças da Guerra Fria a simpatizar com a política de Gorbachev. Até hoje é lembrada com amor e ódio pelos ingleses, e, em 2011, o filme "A Dama de Ferro" retratou a vida de uma líder influente e importante no cenário global.
Filme que rendeu um Oscar à atriz Meryl Streep.

Fontes: Brasil Escola - UOL Educação - UOL Vestibulas - Wikipédia - Exame - BBC - BrainyQuote - bio. 

sábado, 31 de maio de 2014

Ditadura Militar - General Costa E Silva

12:30 Posted by Victor G. , , No comments
     Com a saída de Castelo Branco, em 1967, quem assumiu o governo do Brasil foi o General Costa e Silva.

Gal. Costa E Silva

     O ato mais marcante em seu mandato foi o AI-5. Este, cassava mandatos e suspendia os direitos políticos, não se elegia ou era eleito pela população. Porém, ainda mais agressivo, o AI-5 fechava o Congresso Nacional.
      Ainda durante o mandato de Costa e Silva, ocorreu o tropicalismo, importante movimento de jovens intelectuais que, através da música, expressavam suas ideias anti-ditadura. Suas composições tinham o sentido oculto nas letras para que pudessem passar pela censura. Além do tropicalismo, em 1968 ocorreram movimentos estudantis.
     Em 1969, por problemas de saúde, o general foi afastado e, em seu lugar, uma Junta Militar assumiu o poder. Esta era composta por três ministros militares, um da marinha, um do exército e um da aeronáutica.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ditadura Militar - General Castelo Branco

12:30 Posted by Victor G. , , No comments
No primeiro dia de abril de 1964, o general Castelo Branco assumiu, com apoio estadunidense, o governo do Brasil. Seu mandato durou desse no até 1967. Enquanto esteve no poder, Castelo Branco impôs quatro principais Atos Institucionais (AIs):



  • AI1 A cassação dos direitos políticos, substituindo civis por militares em cargos políticos.
  • AI2 Bipartidarismo, todos os partidos políticos foram fechados exceto pela ARENA e MDB, sendo o primeiro a favor da ditadura e o último fazendo a "oposição tolerável" do Regime Militar
  • AI3 Eleições Indiretas, a população não mais votava.
  • AI4 Criação da Constituição de 67: Aumentou o poder do Executivo, diminuiu o poder dos estados e municípios, instalação da pena de morte por crimes à segurança nacional e a retirada de direitos de greve e sindicatos



domingo, 18 de maio de 2014

Revolução dos Cravos

08:30 Posted by Unknown , 1 comment
     No dia 28 de maio de 1926 Portugal passou por um golpe militar que instauraria uma ditadura fascista. A Constituição de 1933 deu origem ao Estado Novo, onde António de Oliveira Salazar fora o ditador até 1968, quando foi substituído por Marcello Caetano por estar incapaz de exercer o cargo.
Propaganda do Regime Fascista
     Durante o Estado Novo, partidos e movimentos políticos eram proibidos, as prisões políticas estavam cheias, os líderes oposicionistas eram exilados, os sindicatos eram fortemente controlados, a greve era proibida, as demissões fáceis e a vida cultural era estritamente vigiada. O Estado criou a polícia política PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), que recebeu formação da Gestapo e da CIA. A PIDE objetivava censurar e controlar tanto a oposição como a opinião pública em Portugal e nas colonias, sendo assim a opressão militar da ditadura.
Símbolo da PIDE
      Portugal manteve-se isolado do resto do Ocidente, o regime era patriótico, alimentava o mito do orgulhosamente sós. Tinha parte considerável de seus investimentos no militarismo, fato que auxiliou o atraso e isolamento do país de todas a mudanças sociais que ocorriam no resto da Europa.
         As colônias africanas pertencentes a Portugal começaram a clamar por suas independências. O regime ditatorial teve de aumentar o seu investimento militar e enviar homens à guerra. A consequência disso foi a instabilidade política e econômica, já que Portugal dependia de seus homens e, principalmente, de suas colônias. O país sofria pressão da OTAN e da ONU para desfazer-se das colônias, mas o regime totalitário não iria dar independência a estas.
         No fim de 1973 capitães militares contrários ao regime começaram a se reunir e planejar um golpe à ditadura, dando origem ao Movimento das Forças Armadas. No ano seguinte os generais Spínola e Costa Gomes são demitidos de seus cargos pelo governo por apoiarem solução política nas guerras das colônias. No dia 24 de março de 1974 ocorre o último encontro clandestino do Movimento e lá organizam o golpe.
    Comandados pelas músicas da rádio, os militares ocuparam posições estratégicas da cidade de Lisboa na noite de 24 de abril de 1974 às 22:55 ao som de E depois do Adeus, música popular da época. À 00:20, com a música Grândola, Vila Morena de José Afonso, os militares tomaram a cidade que amanheceu com civis nas ruas à agradecer os soldados que puseram fim à ditadura fascista colocando cravos na ponta de suas espingardas. Helicópteros juntaram-se à festa jogando cravos sobre Lisboa, flor que virou símbolo da Revolução, ao som de Grândola, Vila Morena, a música seu hino.
    O sucessor de Salazar, Marcello Caetano, renuncia, deixando o cargo, e um país em vários conflitos para o general Spínola.
    Mário Soares, um dos muitos exilados políticos, voltara a Portugal para exercer o cargo de Ministro de Negociações Estrangeiras com 3 objetivos em mente: 1. Descolonizar; 2. Democratizar; 3. Desenvolver o país. Cada um desses se tornou realidade a seu tempo. Mário Soares veio, anos depois, a se tornar presidente da república.
     Logo depois, a paz era concretizada nas colônias, agora libertas. Após exatamente 2 anos da revolução, uma nova constituição era feita. Durante os anos seguintes ao golpe houve instabilidade política. Em meio a Guerra Fria os extremistas queriam tomar o governo português. Enfim o país estabilizava-se e seguia em direção ao progresso.
Comemorando 40 anos livres da ditadura





sábado, 17 de maio de 2014

Ditadura Militar - Pré-golpe

12:30 Posted by Victor G. , , 1 comment
    Janeiro de 1961, Jânio Quadros assume a presidência do Brasil. Com o símbolo de uma vassoura, a campanha do novo presidente prometia varrer o comunismo e a corrupção do país.

    Entretanto, Quadros mostrou simpatia pela reforma agrária, tradicional característica comunista, e forte amizade com Ernesto Che Guevara e Fidel Castro. O excêntrico personagem também aparecia frequentemente embriagado e em poses constrangedoras. Contudo, a gota d' água foi a condecoração Cruzeiro Do Sul para o guerrilheiro Che. 
   No sétimo mês de seu mandato, depois de forte pressão estadunidense, Jânio Quadros renunciou. Segundo ele, "forças ocultas" o levaram ao ato, ao ser questionado, respondeu "fi-lo porque qui-lo".
     


     Quando o presidente renuncia, segundo a lei, seu vice deve assumir. 
     Quando Quadros renunciou por sua ligação com o comunismo, seu vice, João Goulart, estava na China comunista. Isso causou grande alvoroço em Brasília.
     Aproveitando a situação, três ministros militares realizaram uma tentativa de golpe, esses, apoiados pela Igreja e pela elite . O golpe não aconteceu pela ação dos legalistas, que defendiam que o vice deveria assumir, e, então, a lei ser cumprida. A solução encontrada entre os dois grupos foi a instalação de um governo parlamentarista, enquanto o presidente seria apenas uma figura representativa, pois todo poder era concentrado no parlamento.
     Em 1963, foi realizado um plebiscito, no qual o público votou para a volta do regime presidencialista.
     No ano seguinte, no dia 13 de março, Jango faz um comício, no qual explicou seu plano das Reformas De Base.
  1. Reforma Eleitoral
  2. Reforma Agrária
  3. Reforma Tributária
    No dia 19 daquele mês, aconteceu a Marcha da Família com Deus Pela Liberdade, na qual a elite conservadora e a Igreja atacavam o presidente ligado com o "diabo vermelho comunista"
      No trigésimo primeiro dia de março de 1964, com forte apoio estadunidense, o exército brasileiro aplicou o Golpe Militar.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Marco Civil da Internet: Tudo vai mudar?

15:04 Posted by Tutomu513 , , No comments
          

 Em 23 de abril de 2014, foi aprovado o conjunto de leis para rede, chamado de Marco Civil da Internet. Esse projeto de como principais pilares a Liberdade, a Neutralidade e a Privacidade. O conjunto de Regras possuir diversas leis que tem como objetivo garantir os direitos internautas. As leis foram sancionadas pela presidente Dilma Rousseff, que segundo muitos agilizou o processo de regulamentarização das leis para apresentar a conquista em um congresso.
Oficialmente chamado de Lei número 12.965, O projeto surgiu em 2009 e foi aprovado na câmara do deputados em 25 de março de 2014, sendo agora aprovado no Senado Federal. A ideia do projeto surgiu em 2007 quando a Lei Azeredo, projeto de leis de cybercrimes, foi criticada pelo AI-5 digital, um grupo que se opõem a leis contra crimes na internet. Em 2011 o Marco Civil se tornou um projeto de leis, do Poder Executivo.
As novas leis possuem diversos lados bons, porém nem tudo são rosas, com essas leis regulamentadas o governo terá total liberdade de censurar o que bem entenderem. Vale lembrar que ano passado as manifestações ocorreram devido a internet, e agora com as leis assinadas o governo teria a total liberdade de evitar essas situações “constrangedoras”.
”... o Marco Civil não foi concebido como resultado de um consenso pacífico, mas como o produto de uma opção política, ainda que baseada na diversidade de interesses de uma sociedade plural.



         -Tutomu-

sábado, 3 de maio de 2014

Crise na Ucrânia - Atualização

10:30 Posted by Victor G. , No comments
     No sétimo dia de abril, manifestantes tomaram poder de vários prédios administrativos das cidades orientais de Donetsk, Luhansk e Kharkiv clamando independência. As autoridades retomaram controle dos prédios de Kharkiv no dia seguinte.
     No dia 10 do mesmo mês, as autoridades russas alegaram que as fotos de satélite divulgadas pela OTAN, de tropas russas nas fronteiras Ucranianas seriam de 2013. A Organização do Tratado do Atlântico Norte reafirmou a veracidade das imagens. (ver: http://www.bbc.com/news/world-europe-26968312)
     




     Ainda no decimo dia do mês, o presidente russo Vladimir Putin disse que os suprimentos de gás para a Ucrânia poderiam ser cortados se as dívidas não fossem pagas, e, isto afetaria todo o fornecimento de gás para a Europa.

    O primeiro ministro ucraniano ofereceu mais poder para as regiões orientais no dia 11 de abril, dada à continuidade das ocupações em Donetsk e Luhansk.

     No décimo segundo dia de abril, homens armados tomaram vários prédios oficiais no leste ucraniano. Houve troca de tiros nos conflitos. O primeiro ministro interino ucraniano acusou a Rússia de ser causadora das revoltas.
     Os manifestantes da Ucrânia oriental, em grande parte falantes de russo e já revoltados com a expulsão do ex-presidente ucraniano Vyktor Yanukovitch, exigiram um referendo para se anexar à Rússia.
     O governo russo, defendendo-se, declarou inocência em relação às manifestações. As nações ocidentais alegaram preocupação com o ajuntamento de tropas na fronteira ucraniana.
     Atentados a prédios públicos deixam o governo em alvoroço.
     No dia 15, o presidente ucraniano anunciou o começo de operação anti-terrorismo.
     No dia seguinte, seis veículos blindados do governo foram tomados por militantes pró-Rússia.
    No décimo sétimo dia de abril, a Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e União Europeia concordaram, em reuniões em Genebra, em passos para diminuir a crise na Ucrânia. Ainda no mesmo dia, Vladimir Putin afirmou que, ao combater as forças pró-Rússia no leste, o governo ucraniano dirige o país a um abismo.
     No dia 20, a Rússia declarou um ultraje o tiroteio com vítimas fatais no leste ucraniano, além de ter culpado os nacionalistas pelo atentado. Os nacionalistas negaram envolvimento. Um oficial ucraniano disse que poderia ter sido um confrontamento entre criminosos.
     No dia 21, o ministro do exterior russo acusou a Ucrânia de não cumprir com o acordo de Genebra, segundo o qual, o governo ucraniano deveria lançar operações contra grupos armados ilegais no território do país.
     No dia 22, o presidente ucraniano ordenou o relançamento de operações contra militantes pró-Rússia depois que dois homens foram encontrados torturados na porção oriental do país.

Fontes:

domingo, 27 de abril de 2014

CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa

18:11 Posted by Unknown No comments
    Integrado por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa foi estabelecida em 1996, mas já em 1989, com o encontro realizado entre Chefes de Estado e Governo de língua portuguesa, a comunidade era idealizada e apoiada por embaixadores. Em 2002 Timor-Leste tornou-se um membro da Comunidade, chegando a formação atual de 8 membros.
 Bandeira da CPLP
    A CPLP concentra suas ações em três objetivos gerais: a concertação político-diplomática; a cooperação em todos os domínios; e a promoção e a difusão da língua portuguesa. A Comunidade se mostra uma forma de praticar a política externa entre os territórios lusófonos (países com cultura portuguesa), criando projetos políticos que ajudam na interação entre os membros e associados. Os países e regiões associados à CPLP estão presentes em todos os continentes e têm status de Observador Associado. Instituições com o objetivo da comunidade são consideradas Observadores Consultivos.
    Entre os países e regiões que pediram ao Secretariado Executivo da CPLP participação na comunidade estão: Uruguai, Venezuela, Ucrânia, Croácia e Goa (índia), Galiza (Espanha). No caso do Uruguai, o qual deseja ser Observador Associado e já foi território português e brasileiro, o número de falantes de português vem aumentando, e atualmente o ensino de português é obrigatório a partir da sexta série. Em Galiza, região da Espanha, há um Observador Consultivo porém o pedido de tornar-se Associado não é aceito pelo governo Espanhol.
Países membros, Observadores Associados e países e regiões oficialmente interessados identificados no mapa
   Pelo Secretariado Executivo é feito o estudo, a escolha e a implementação de planos políticos para a organização, também é por este que a Comunidade é regida. O mandato do Secretário Executivo dura dois anos e é passível de reeleição, da criação até hoje houveram dois brasileiros ocupando este cargo. A CPLP criou os Jogos da CPLP, um evento desportivo para jovens com idade inferior ou igual a 16 anos, o qual terá sua próxima edição este ano em São Tomé e Príncipe. Realizaram, ano passado, a primeira edição do concurso Miss CPLP cuja vencedora foi Andreia Lima, de São Tomé e Príncipe. Em 2005, numa reunião na  Angola, a Comunidade decidiu que no dia 5 de Maio seria comemorado o Dia da Cultura Lusófona.
    A organização acaba frustrando expectativas que alguns sociólogos e críticos tinham em 1996. Apenas um país desenvolvido pertence à CPLP, Portugal. Fala-se que a CPLP é focada demasiadamente entre dois países, Brasil e Portugal, e acusa-se estes de neocolonialismo. Nota-se também a falta de intervenção da organização em fases críticas aos países membros desta. O Brasil, na organização, explora a relação Sul-Sul e recebe apoio ao tentar ocupar cargos em grupos de interesse para poder exercer sua soberania.
    Mesmo com duras críticas deve-se levar em consideração projetos político-diplomáticos que vêm sendo aplicados para defender e difundir a Língua Portuguesa e aprofundar o intercâmbio cultural entre os países membros.

sábado, 12 de abril de 2014

Crônicas - O Guerreiro da Liberdade

13:40 Posted by Victor G. , , No comments
     A brisa suave da madrugada varria os arredores da usina, cerca de 400 integrantes do Movimento Sem-Terra se aproximavam dela.
     Conosco, alguns outros movimentos e sindicatos rurais participavam da invasão. Sob meu comando, depois de cortarmos a cerca, o grande grupo acampou na plantação de cana-de-açúcar.
     Há muitos anos eu recebia auxílio salarial do governo. Sem trabalhar, pude dedicar meu tempo à luta  pela igualdade e liberdade.
     Invadir a usina fazia parte desta luta, alguma brecha na lei e algum erro na papelada tornavam esta grande produtora de etanol, energia e açúcar, um monstro de sete cabeças no caminho do desenvolvimento. Este monstro precisava ser detido.
     Com a chegada da manhã e dos funcionários da usina, um boletim de ocorrência foi registrado e os bravos guerreiros da liberdade expulsos.
     Mas a luta não acabou.

sábado, 5 de abril de 2014

sábado, 22 de março de 2014

Crise Na Ucrânia

17:25 Posted by Victor G. , , No comments
     Sempre que pessoas se reúnem em grupos, ocorrem discordâncias ou desentendimentos entre seus membros, é natural do ser humano querer ver sua opinião posta em prática. Em alguns casos, esses desentendimentos são resolvidos por conversas ou acordos, entretanto, muitas vezes estes levam a problemas ainda maiores, como a quebra do grupo, ou, em casos extremos, guerras. 


     Pode-se notar um exemplo desse tipo de situação na atual crise da Ucrânia. "Atual" até certo ponto. Para ao menos tentar compreender o que ocorre, é preciso voltar um pouco no tempo, pelo menos até as últimas décadas do século XX, à crise no leste europeu que marcou a decadência e fim da União Soviética.

     Março de 1985, Mikhail Gorbachev assume o poder da URSS, da qual a Ucrânia fazia parte, o líder comunista chamou atenção ao reduzir a censura, retirar tropas do Afeganistão após nove anos de intervenção soviética e libertar presos políticos. Com as chamadas glasnost, transparência com a sociedade, e perestroika, abertura de mercado, Gorbatchev acalmou ânimos alterados herdados da administração anterior. Contudo, falhou ao manter em funcionamento a nação comunista, e, em 1991, o parlamento soviético votou na dissolução da União. 


     Ucrânia, novembro de 2004, explodem denúncias de fraude maciça nas eleições presidenciais, tais fraudes favoreciam o então premier Viktor Yanukovich, com estas vindo à tona, deu-se início à onda de protestos que veio a ser conhecida como Revolução Laranja. Os protestos resultaram na repetição do segundo turno. Os candidatos de oposição, Viktor Yuschenko e Yulia Tymoshenko, se aliaram, com Yuschenko saindo como candidato e Tymoshenko como futura premier no caso de vitória. O resultado oficial teve Yanukovich como vencedor por 3 pontos percentuais, mesmo que as pesquisas de boca de urna resultassem com 11 pontos de vantagem para o oposicionista. A população, inconformada, foi às centenas de milhares às ruas, a nova onda de protestos apenas acabou com a realização de um novo pleito popular, no qual o oposicionista saiu vitorioso.

     Ucrânia,  fevereiro de 2010, Viktor Yanukovich é eleito presidente em eleições julgadas justas.

     No dia 21 de novembro de 2013, o parlamento ucraniano suspendeu as preparações para um acordo com a União Europeia. Segundo o governo, a medida foi tomada para proteger a "segurança nacional".

     O governo russo manteve pressão sobre a Ucrânia, para não assinar o contrato, o gigante do leste europeu tinha em mente a entrada do vizinho em seu próprio bloco econômico, o qual é visto, pela Rússia, como um protótipo de concorrente à União Europeia.

     Para o grande bloco econômico europeu, a medida foi um "desapontamento", como disse Catherine Ashton, chefe de políticas estrangeiras da União Europeia, ainda segundo ela, o bloco acredita que o futuro da Ucrânia se encontra em um forte relacionamento com a UE.

     Segundo o então presidente, Viktor Yanukovich, a Ucrânia ainda iria trabalhar no caminho para a integração com o bloco europeu.

     Ainda em novembro, o governo ucraniano afirmou não poder selar o acordo com a União Europeia por conta dos fortes laços com Moscou, os quais teria que romper para realizar o acordo com o bloco.

     Uma enorme onda de protestos se iniciou no país por conta da decisão. Em Kiev, a capital, os policiais estimaram cerca 50.000 pessoas, mas segundo repórteres da BBC presentes no local, 100.000 manifestantes era uma melhor estimativa.

     Nos protestos, as pessoas levavam consigo, além de suas famílias, com idosos e crianças, placas com frases como "eu quero viver na Europa" e "a Ucrânia também faz parte da Europa".

     Nas palavras do então primeiro ministro ucraniano, a decisão foi "tática", e motivada apenas por questões econômicas.

     Os protestos seguiram, com a oposição juntando-se a eles.

    Em dezembro de 2013, Yanukovich assinou acordo com Vladimir Putin, presdiente russo, este pagando 15 bilhões de Dólares da dívida ucraniana e reduzindo em até um terço o preço do gás.
     
    Dos dias 16 a 23 de janeiro de 2014, o parlamento ucraniano declarou lei anti-protestos, e, logo após esta, as mortes nos protestos começaram. Estes se espalharam para o oeste do país, em ataques a sedes regionais do governo.

     Nos dias 28 e 29 de janeiro, o primeiro ministro da Ucrânia,Mykola Azarov, renunciou. O parlamento anulou a lei anti-protestos e ofereceu anistia aos presos caso os manifestantes saíssem dos prédios públicos, a oposição recusou.


     Nos dias 14 a 16 de fevereiro, todos manifestantes presos desde dezembro do ano anterior foram libertados, em resposta, os manifestantes se retiraram do prédio da prefeitura de Kiev.Com a chegada do dia 18, os protestos voltaram, com razões ainda desconhecidas, à praça da Independência, na capital, deixando 18 mortos, entre eles, policiais e manifestantes. Entre os dias 18 e 20, a Ucrânia viu seus piores dias de violência em 70 anos, pelo menos 88 pessoas foram mortas nestas 48 horas.



                                                 Praça da Independência da Ucrânia, Kiev, antes e depois.

     Grande quantidade de eventos se sucedem no dia 22, começando pelo desaparecimento do presidente Yanukovich, seguido pela tomada de controle dos manifestantes sobre construções da administração presidencial, depois desta, o parlamento votou para tirar o presidente do poder, com eleições programadas para 25 de maio. Por consequência deste resultado, o presidente apareceu na TV denunciando o "golpe". Então, a arqui-rival, antiga primeira ministra, Yulia Tymoshenko, a qual havia sido presa por abuso de poder em acordos sobre o gás russo, é libertada do regime penitenciário. Dos dias 23 a 26, o parlamento nominou Olexander Turchynov o novo presidente também lançando um pedido de prisão a Yanukovich.
     No momento que a situação ucraniana aparentava se dirigir à reta final, uma nova crise explode, soldados armados pró-Rússia tomam bases militares estratégicas na península da Criméia.

Soldados armados em aeroporto ucraniano no dia 28


     No primeiro dia de março, o parlamento russo atendeu ao pedido do presidente Vladimir Putin, de usar força na Ucrânia depois que protestos pró-Rússia foram realizados em várias cidades ucranianas. No mesmo dia, Obama diz para Putin retirar as tropas para as bases. No segundo dia do mês, o primeiro ministro ucraniano disse que a Rússia oficialmente declarou guerra. Os Estados Unidos disseram que o gigante do leste europeu tinha controle sobre a Criméia.
   No dia seguinte, o embaixador russo das nações unidas disse que o ex-presidente ucraniano, Yanukovich, teria pedido a Putin que fizesse uso da força. Quebrando o silêncio no quarto dia do mês, o presidente russo disse que as tropas que ocupavam a Criméia não eram russas, mas sim, tropas de auto-defesa.
     Dois dias depois, no dia 6 de março, o parlamento da Criméia agendou um referendo para a união com a Rússia, já no dia seguinte, esta anunciou que os apoiaria se o referendo resultasse na separação da Ucrânia.
    No dia 11 do mesmo mês, as potências do ocidente ofereceram incentivos de troca de quase 500 milhões de euros, em resposta, o primeiro ministro ucraniano pediu a e que tomassem todas as medidas possíveis, até militares, para evitar que a "violência russa" continuasse.
      Com a chegada do dia 16 de março, ocorreu o referendo, este, com aproximadamente 97% dos votos a favor da união com a Rússia.
     Depois deste resultado, medidas foram tomadas por ambos os lados; a Ucrânia começou a fazer planos para retirar seus soldados e famílias da península e saiu da Comunidade dos Estados Independentes Liderada por Moscou (CIS). A UE e os EUA impuseram proibições de viagens e congelamento de bens de vários funcionários da Rússia e Ucrânia depois referendo da Crimeia.O presidente russo assinou um projeto de lei para absorver a península para a Federação Russa. Mais tarde, a Ucrânia afirmou que um oficial foi morto quando uma base militar foi invadida em Simferopol, Criméia, a primeira dessas mortes na região desde que as forças pró-Rússia tomaram conta no final de fevereiro. Em seguida, no dia 20, os líderes da União Européia se reuniram em Bruxelas para condenar as ações da Rússia e discutir sanções.

      Novas atualizações serão feitas e publicadas, conforme os fatos ocorrerem.

Fontes :
Suspensão das preparações para o acordo com UE- http://www.bbc.com/news/world-europe-25032275

segunda-feira, 17 de março de 2014

Três primaveras em Primavera Árabe

20:01 Posted by Unknown , , No comments
     Um jovem vendedor da Tunísia, após ter seus produtos confiscados pela polícia por se recusar a dar propina, atea fogo ao próprio corpo como protesto reivindicando melhores condições de vida em dezembro de 2010. O impacto desse ato no mundo árabe foi grande o suficiente para gerar as revoltas da Primavera Árabe, que tem apoio dos jovens e das redes sociais. A auto-imolação fez com que 10 dias depois o presidente da Tunísia, Ben Ali, no poder desde 1987, fugisse para a Arábia Saudita. Vários países do Oriente Médio e do norte africano se juntaram ao movimento causando quedas de ditadores há muito no poder.
                           
      As motivações desses protestos vieram das más condições de vida, do desemprego, da injustiça social e política, da falta de liberdade e da falta de infraestrutura em lugares onde todo o beneficio de economias em crescimento fica nas mãos de poucos e corruptos. Os regimes nacionalistas árabes nascidos nas décadas de 1950 e 1970 foram se convertendo em governos repressores que impediam a oposição política. Durante a Guerra Fria essas revoluções não poderiam acontecer pois os países árabes submetiam seus interesses nacionais aos do capitalismo estadunidense ou do comunismo russo. Vinte anos após o fim da Guerra Fria, com o mundo globalizado e as redes sociais servindo de vazão para ideias para a melhora da sociedade e da política, a Primavera Árabe tem seu início.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

URSS Pós-Lênin

09:37 Posted by Victor G. , No comments
Entre os anos de 1927 e 1953 a União Soviética foi comandada por Josef 
Stalin, chamado o período de Era Stálin. O líder que buscava a reforma 
da sociedade soviética e fazia planos econômicos agressivos.
O ditador soviético iniciou a coletivização forçada das terras, em 
1929, que teve resistência nas terras mais produtivas de cereais, terras
 ucranianas. Toma-se certo atrito com a Ucrânia.Em planificações 
econômicas, os planos quinquenais (de 5 em 5 anos) Stalin colocava metas
 exageradas e nunca alcançadas.
  No ano de 1936 ocorreram os Grandes Expurgos, membros opositores de 
Stalin pertencentes ao próprio PCUS (Partido Comunista da União 
Soviética) foram expulsos do país.
  Com Stalin no poder a imagem da URSS havia mudado da que Lênin 
pretendia construir, assim como a do socialismo que Marx queria 
construir.
  Em 1940 a União Soviética não havia tomado partido em relação a Guerra 
Mundial, pensava-se eu um alinhamento ao Eixo, porém com a quebra do 
Pacto de não agressão Molotov-Ribbentrop com a Alemanha em 1941, causada
 pela invasão do exército nazista em território soviético, Stalin de 
alinha aos Aliados. A participação soviética na Guerra foi conhecida 
como Grande Guerra Patriótica, pois era em defesa de seu território.
  A Barbarossa, como foi conhecida a invasão da União Soviética pela 
Alemanha, foi parada pelo Exército Vermelho, que, apesar de ter ganhado 
as batalhas, ao fim sofrera milhões de perdas humanas. Tal conquista se 
deve a resistência de todas as repúblicas soviéticas que não deixaram 
que os nazistas tomassem Stalingrado e Moscou.
  Ao fim da Guerra começava uma guerra ideológica, a Guerra Fria, onde a 
conquista de áreas de influencia era a melhor tática de guerra, para 
isso as duas potências envolvidas (EUA e URSS) tiveram como arma, por 
exemplo, a concessão de empréstimos a baixos juros  para países europeus
 mergulhados em uma crise pós-guerra. Os EUA fizeram o Plano Marshall 
com esse objetivo, a URSS fez o Conselho para Assistência Econômica 
Mútua (COMECON) para impedir que países sob a esfera de influência de 
Moscou se interessassem pelo Plano Marshall.
  Os EUA e o Canadá, juntamente com a maioria da Europa ocidental, 
criaram uma aliança militar em 1949, para proteção caso ocorresse um 
ataque de um país do leste europeu, a OTAN. Em resposta a União 
Soviética firmou o Pacto de Varsóvia em 1955, com os seus aliados para 
outra ajuda militar mútua caso houvesse ataque. A situação global ficava
 tensa, tinha-se a preocupação de uma grande guerra nuclear a qualquer 
momento.
  Alguns conflitos como a Guerra da Coreia (1950-1953), a Guerra do 
Vietnã (1962-1975) e a Guerra do Afeganistão (1979-1989), também como a 
Crise dos Mísseis em Cuba (1962) e, na América do Sul, a Guerra das 
Malvinas (1982), mostram a realidade da época, a polarização entre EUA e
 URSS.
  Com a morte de Stalin ,em 1953, ocorreu uma disputa interna pelo poder 
no PCUS onde Khrushchov foi o vencedor.
 Khrushchov se dedicou a denunciar os crimes cometidos por Stalin. 
Realizou numerosas reformas, muitas vezes citadas como precipitadas e 
contraditórias. Ele acreditava na coexistência pacifica entre o bloco 
comunista e os Estados capitalistas, que contraria o princípio que o 
comunismo e o capitalismo eram antagônicos e não poderia viver em paz. 
Isso repercute nos países da Europa Oriental, em 1956 ocorre a Revolução
 Húngara, e na China, com a ruptura sino-soviética, quando Mao Tse-Tung 
rejeita a coexistência pacífica.
  Um ponto de competição durante a Guerra Fria foi a Corrida Espacial, 
com grandes conquistas soviéticas, que tinham de início melhores 
mísseis, fato que levou o primeiro satélite artificial ao espaço, 
Sputnik 1, e o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin.
 Economicamente Khrushchov foi fraco, tendo atitudes consideradas 
precipitadas e contraditórias, fato que influenciou em sua deposição.
 Brejnev assume o país em um momento delicado, tensão com a China, 
relações inconstantes com os Estados Unidos, a resistência da Iugoslávia
 ao Pacto de Varsóvia e uma divisão política dentro do partido.
  O  novo líder traz o stalinismo de volta ao poder,tenta reabilitar o 
nome de Stalin, um fracasso,mesmo  vendo-se características do regime 
stalinista na Era Brejnev. Brejnev desenvolve a política Teoria da 
Soberania Limitada, uma política neo-stalinista, que mantinha Moscou 
como o eixo socialista do globo, com as outras nações alinhando-se a 
ela. Essa “volta de Stalin” após uma abertura de Khrushchov causa 
estagnação política ao país. Mesmo assim a União Soviética alcança seu 
auge político, econômico e militar, influenciava todo o mundo, e sua 
população se encontrava em melhor qualidade de vida.
  Em 1982 Brejnev morre, sucederam-se alguns outros curtos governos, pois
 em poucos anos os líderes soviéticos faleciam. Indicava o fim de uma 
geração de políticos, então toma posse Mikhail Gorbachev (1985), mais 
jovem, liberal e flexível.
  Aquele auge dos anos 70 tornara-se uma crise nos anos 80 que 
desestruturou a economia soviética. Os custos militares da Guerra Fria 
estavam se tornando insustentáveis para a URSS, a aliança entre China e 
EUA ameaça a União Soviética, agravando a situação. Outro fator da crise
 foi a mudança do modo de produção industrial, de um modo centralizado e
 rígido (compatível com o modelo soviético) a um modo descentralizado e 
flexível (não compatível com o modelo soviético).
  Pela sua boa relação com os membros do PCUS e habilidade política 
Gorbachev, um modernista, assumiu o alto cargo a hierarquia soviética. 
No poder, Mikhail colocou em prática a perestroika (reconstrução 
econômica) e a glasnost (transparecia política), que seriam os planos 
carro chefe de seu governo, porém não conseguiram reverter a crise. 
Esses modelos novos propostos por Gorbachev não tiveram grande apoio do 
Partido Comunista da União Soviético, apesar de proporcionar efeitos 
positivos na sociedade. Os opositores o acusavam de trair a URSS e o 
socialismo. Vários regimes socialistas começaram a cair, em seus 
envolvimentos em guerra começou a forçar a negociação da paz por parte 
de seus aliados.
  Mikhail pretende resolver a situação política primeiro, depois reformar
 a economia, para isso o Tratado de União dos Estados Soberanos foi 
projetado para substituir o da Criação da URSS e reformar o Estado. No 
dia 19 de agosto de 1991, na véspera de assinar o projeto ocorre uma 
tentativa de golpe em Moscou por parte da “linha dura” do PCUS que 
formara uma comissão de 8 membros. Gorbachev estava em férias na data, 
seu vice foi nomeado interino alegando que Mikhail não teria saúde para 
permanecer no cargo. O golpe falha, Gorbachev volta a Moscou se 
mostrando decepcionado com os participantes da tentativa golpista. Isso 
agravou ainda mais a instabilidade política do país e gerou uma 
fragmentação local.
  No dia 21 de dezembro de 1991 líderes assinam documento declarando o 
fim da União Soviética, em seu lugar criada a Comunidade dos Estados 
Independente (CEI).No dia de Natal, Gorbachev renuncia e oficializa o 
fim da URSS, a bandeira da foice e do martelo é retirada do Kremlin e 
substituída pela bandeira russa.  A União Soviética se dissolveu 
oficialmente em 31 de dezembro de 1991.

-Bruno Borges

sábado, 12 de outubro de 2013

Cuba, Da Revolução Até Hoje

00:33 Posted by Unknown , No comments
        De imediato o regime castrista inicia uma limpa nos possíveis opositores. Começa-se com supostos agentes de Fulgencio Batista, soldados e policiais foram julgados publicamente por violação dos direitos humanos e crimes de guerra, como também assassinato e tortura. Demitidos, funcionários de alto escalão no antigo regime foram exilados.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cuba, da descoberta à Revolução

12:22 Posted by Unknown , No comments
Descoberta por Cristóvão Colombo, em 1492, Cuba foi colonizada em 1511 por Diego Velázquez com 300 colonos espanhóis e permaneceu colônia espanhola até 1898, quando os Estados Unidos ajudaram-na com sua guerra de independência.