Um projeto idealizado e realizado por estudantes do ensino médio, o blog Comentaristas surgiu durante conversas entre esses. Com o objetivo de trazer informações dos mais variados temas, desde notícias do cenário "pop" atual, até matérias completas de política e histórias. Como temos um grande número de autores, as opiniões podem e vão variar de autor para autor, podem até colidir, dando ao leitor, dois pontos de vista contrários para analisar.

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terça-feira, 3 de junho de 2014

Ditadura Militar - General Emílio Médici

12:30 Posted by Victor G. , , No comments
     Em 1969, depois da saída da Junta Militar, o General Emílio Garrastazu Médici, o mais severo dos presidentes assumiu.


General Emílio Garrastazu Médici

       Médici, em seu mandato, estabeleceu uma ainda mais rígida censura, intensificou o AI-5, realizou as obras da usina Hidrelétrica de Itaipu e iniciou a construção da Rodovia Transamazônica.
     Além dessas, aumentou a intensidade do forte sentimento nacionalista, já presente na Ditadura Militar. Isso ficou marcado com a frase "Brasil, ame-o ou deixe-o". Esse sentimento, em suma, lutava contra os sentimentos "anti-nacionalistas" como usar nomes ou cantar em outras línguas ou criticar o governo, sendo que isso seria, para o ponto de vista do mesmo, criticar o país.
     Ainda em seu mandato, nos anos de 69 a 73, Garrastazu presenciou e contribuiu para o Milagre Econômico Brasileiro. Este, aumentou a renda da classe média consideravelmente e registrou níveis excepcionais de crescimento econômico no país. O Milagre Econômico se deu por fortes investimentos na área de produção de energia e fortes investimentos em estatais. São heranças desse, o abismo social que existe hoje no país e a grande dívida externa que dura até hoje e se criou para realizar os investimentos no país.
      No final de seu mandato, Médici ainda enfrentou a crise do petróleo de 1973 que afetou todo o mundo.

sábado, 31 de maio de 2014

Ditadura Militar - General Costa E Silva

12:30 Posted by Victor G. , , No comments
     Com a saída de Castelo Branco, em 1967, quem assumiu o governo do Brasil foi o General Costa e Silva.

Gal. Costa E Silva

     O ato mais marcante em seu mandato foi o AI-5. Este, cassava mandatos e suspendia os direitos políticos, não se elegia ou era eleito pela população. Porém, ainda mais agressivo, o AI-5 fechava o Congresso Nacional.
      Ainda durante o mandato de Costa e Silva, ocorreu o tropicalismo, importante movimento de jovens intelectuais que, através da música, expressavam suas ideias anti-ditadura. Suas composições tinham o sentido oculto nas letras para que pudessem passar pela censura. Além do tropicalismo, em 1968 ocorreram movimentos estudantis.
     Em 1969, por problemas de saúde, o general foi afastado e, em seu lugar, uma Junta Militar assumiu o poder. Esta era composta por três ministros militares, um da marinha, um do exército e um da aeronáutica.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ditadura Militar - General Castelo Branco

12:30 Posted by Victor G. , , No comments
No primeiro dia de abril de 1964, o general Castelo Branco assumiu, com apoio estadunidense, o governo do Brasil. Seu mandato durou desse no até 1967. Enquanto esteve no poder, Castelo Branco impôs quatro principais Atos Institucionais (AIs):



  • AI1 A cassação dos direitos políticos, substituindo civis por militares em cargos políticos.
  • AI2 Bipartidarismo, todos os partidos políticos foram fechados exceto pela ARENA e MDB, sendo o primeiro a favor da ditadura e o último fazendo a "oposição tolerável" do Regime Militar
  • AI3 Eleições Indiretas, a população não mais votava.
  • AI4 Criação da Constituição de 67: Aumentou o poder do Executivo, diminuiu o poder dos estados e municípios, instalação da pena de morte por crimes à segurança nacional e a retirada de direitos de greve e sindicatos



segunda-feira, 19 de maio de 2014

Dever de Mudança

22:22 Posted by Unknown , No comments
   A manutenção do atual sistema econômico, voltado ao consumo, é inviável, tendo em vista que nosso planeta é finito e que o sistema de consumo depende dele assim como o explora. Ao procurar o futuro não o encontramos, o fim do planeta cada vez mais se aproxima sem nenhuma tentativa de regressão.

    Nosso sistema econômico exige a exploração de todos os recursos disponíveis na Terra para a produção de bens de consumo, que nada mais é do que uma produção de lixo em larga escala. Sabendo que apenas 1% dos bens comprados é utilizado e que os outros 99% viram lixo, este que agride a natureza e deteriora o ambiente, concluímos que com a quantidade de lixo produzido a seu tempo não haverá planeta suscetível à vida humana, muito menos à possibilidade de manutenção do sistema consumista.
    A única forma de mantermos a vida do homem no planeta confortável é não destruindo-o. Não será consumindo cada vez mais bens, sem preocupação com o que este ato confere ao amplo mundo, que iremos trazer conforto à vida do homem. Devemos enxergar o próximo, a vida de nossos filhos, netos e ascendentes mais longínquos e compreender que com nossos atos de hoje talvez não haverá amanhã para estes. O futuro depende de nós, e para que haja futuro é necessária a mudança de sistema, de um consumista para um sustentável.
    Todos os dias recebemos anúncios e mensagens que nos obrigam e estimulam a consumir, a comprar, para isso precisamos de dinheiro, este que vem do trabalho. Criamos assim um ciclo onde trabalhamos para consumir. Surge assim a primeira tarefa: desvencilhar-nos deste ciclo tão supérfluo.

sábado, 17 de maio de 2014

Ditadura Militar - Pré-golpe

12:30 Posted by Victor G. , , 1 comment
    Janeiro de 1961, Jânio Quadros assume a presidência do Brasil. Com o símbolo de uma vassoura, a campanha do novo presidente prometia varrer o comunismo e a corrupção do país.

    Entretanto, Quadros mostrou simpatia pela reforma agrária, tradicional característica comunista, e forte amizade com Ernesto Che Guevara e Fidel Castro. O excêntrico personagem também aparecia frequentemente embriagado e em poses constrangedoras. Contudo, a gota d' água foi a condecoração Cruzeiro Do Sul para o guerrilheiro Che. 
   No sétimo mês de seu mandato, depois de forte pressão estadunidense, Jânio Quadros renunciou. Segundo ele, "forças ocultas" o levaram ao ato, ao ser questionado, respondeu "fi-lo porque qui-lo".
     


     Quando o presidente renuncia, segundo a lei, seu vice deve assumir. 
     Quando Quadros renunciou por sua ligação com o comunismo, seu vice, João Goulart, estava na China comunista. Isso causou grande alvoroço em Brasília.
     Aproveitando a situação, três ministros militares realizaram uma tentativa de golpe, esses, apoiados pela Igreja e pela elite . O golpe não aconteceu pela ação dos legalistas, que defendiam que o vice deveria assumir, e, então, a lei ser cumprida. A solução encontrada entre os dois grupos foi a instalação de um governo parlamentarista, enquanto o presidente seria apenas uma figura representativa, pois todo poder era concentrado no parlamento.
     Em 1963, foi realizado um plebiscito, no qual o público votou para a volta do regime presidencialista.
     No ano seguinte, no dia 13 de março, Jango faz um comício, no qual explicou seu plano das Reformas De Base.
  1. Reforma Eleitoral
  2. Reforma Agrária
  3. Reforma Tributária
    No dia 19 daquele mês, aconteceu a Marcha da Família com Deus Pela Liberdade, na qual a elite conservadora e a Igreja atacavam o presidente ligado com o "diabo vermelho comunista"
      No trigésimo primeiro dia de março de 1964, com forte apoio estadunidense, o exército brasileiro aplicou o Golpe Militar.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Marco Civil da Internet: Tudo vai mudar?

15:04 Posted by Tutomu513 , , No comments
          

 Em 23 de abril de 2014, foi aprovado o conjunto de leis para rede, chamado de Marco Civil da Internet. Esse projeto de como principais pilares a Liberdade, a Neutralidade e a Privacidade. O conjunto de Regras possuir diversas leis que tem como objetivo garantir os direitos internautas. As leis foram sancionadas pela presidente Dilma Rousseff, que segundo muitos agilizou o processo de regulamentarização das leis para apresentar a conquista em um congresso.
Oficialmente chamado de Lei número 12.965, O projeto surgiu em 2009 e foi aprovado na câmara do deputados em 25 de março de 2014, sendo agora aprovado no Senado Federal. A ideia do projeto surgiu em 2007 quando a Lei Azeredo, projeto de leis de cybercrimes, foi criticada pelo AI-5 digital, um grupo que se opõem a leis contra crimes na internet. Em 2011 o Marco Civil se tornou um projeto de leis, do Poder Executivo.
As novas leis possuem diversos lados bons, porém nem tudo são rosas, com essas leis regulamentadas o governo terá total liberdade de censurar o que bem entenderem. Vale lembrar que ano passado as manifestações ocorreram devido a internet, e agora com as leis assinadas o governo teria a total liberdade de evitar essas situações “constrangedoras”.
”... o Marco Civil não foi concebido como resultado de um consenso pacífico, mas como o produto de uma opção política, ainda que baseada na diversidade de interesses de uma sociedade plural.



         -Tutomu-

sábado, 3 de maio de 2014

Crise na Ucrânia - Atualização

10:30 Posted by Victor G. , No comments
     No sétimo dia de abril, manifestantes tomaram poder de vários prédios administrativos das cidades orientais de Donetsk, Luhansk e Kharkiv clamando independência. As autoridades retomaram controle dos prédios de Kharkiv no dia seguinte.
     No dia 10 do mesmo mês, as autoridades russas alegaram que as fotos de satélite divulgadas pela OTAN, de tropas russas nas fronteiras Ucranianas seriam de 2013. A Organização do Tratado do Atlântico Norte reafirmou a veracidade das imagens. (ver: http://www.bbc.com/news/world-europe-26968312)
     




     Ainda no decimo dia do mês, o presidente russo Vladimir Putin disse que os suprimentos de gás para a Ucrânia poderiam ser cortados se as dívidas não fossem pagas, e, isto afetaria todo o fornecimento de gás para a Europa.

    O primeiro ministro ucraniano ofereceu mais poder para as regiões orientais no dia 11 de abril, dada à continuidade das ocupações em Donetsk e Luhansk.

     No décimo segundo dia de abril, homens armados tomaram vários prédios oficiais no leste ucraniano. Houve troca de tiros nos conflitos. O primeiro ministro interino ucraniano acusou a Rússia de ser causadora das revoltas.
     Os manifestantes da Ucrânia oriental, em grande parte falantes de russo e já revoltados com a expulsão do ex-presidente ucraniano Vyktor Yanukovitch, exigiram um referendo para se anexar à Rússia.
     O governo russo, defendendo-se, declarou inocência em relação às manifestações. As nações ocidentais alegaram preocupação com o ajuntamento de tropas na fronteira ucraniana.
     Atentados a prédios públicos deixam o governo em alvoroço.
     No dia 15, o presidente ucraniano anunciou o começo de operação anti-terrorismo.
     No dia seguinte, seis veículos blindados do governo foram tomados por militantes pró-Rússia.
    No décimo sétimo dia de abril, a Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e União Europeia concordaram, em reuniões em Genebra, em passos para diminuir a crise na Ucrânia. Ainda no mesmo dia, Vladimir Putin afirmou que, ao combater as forças pró-Rússia no leste, o governo ucraniano dirige o país a um abismo.
     No dia 20, a Rússia declarou um ultraje o tiroteio com vítimas fatais no leste ucraniano, além de ter culpado os nacionalistas pelo atentado. Os nacionalistas negaram envolvimento. Um oficial ucraniano disse que poderia ter sido um confrontamento entre criminosos.
     No dia 21, o ministro do exterior russo acusou a Ucrânia de não cumprir com o acordo de Genebra, segundo o qual, o governo ucraniano deveria lançar operações contra grupos armados ilegais no território do país.
     No dia 22, o presidente ucraniano ordenou o relançamento de operações contra militantes pró-Rússia depois que dois homens foram encontrados torturados na porção oriental do país.

Fontes:

sábado, 12 de abril de 2014

Crônicas - O Guerreiro da Liberdade

13:40 Posted by Victor G. , , No comments
     A brisa suave da madrugada varria os arredores da usina, cerca de 400 integrantes do Movimento Sem-Terra se aproximavam dela.
     Conosco, alguns outros movimentos e sindicatos rurais participavam da invasão. Sob meu comando, depois de cortarmos a cerca, o grande grupo acampou na plantação de cana-de-açúcar.
     Há muitos anos eu recebia auxílio salarial do governo. Sem trabalhar, pude dedicar meu tempo à luta  pela igualdade e liberdade.
     Invadir a usina fazia parte desta luta, alguma brecha na lei e algum erro na papelada tornavam esta grande produtora de etanol, energia e açúcar, um monstro de sete cabeças no caminho do desenvolvimento. Este monstro precisava ser detido.
     Com a chegada da manhã e dos funcionários da usina, um boletim de ocorrência foi registrado e os bravos guerreiros da liberdade expulsos.
     Mas a luta não acabou.

sábado, 5 de abril de 2014

sábado, 22 de março de 2014

Crise Na Ucrânia

17:25 Posted by Victor G. , , No comments
     Sempre que pessoas se reúnem em grupos, ocorrem discordâncias ou desentendimentos entre seus membros, é natural do ser humano querer ver sua opinião posta em prática. Em alguns casos, esses desentendimentos são resolvidos por conversas ou acordos, entretanto, muitas vezes estes levam a problemas ainda maiores, como a quebra do grupo, ou, em casos extremos, guerras. 


     Pode-se notar um exemplo desse tipo de situação na atual crise da Ucrânia. "Atual" até certo ponto. Para ao menos tentar compreender o que ocorre, é preciso voltar um pouco no tempo, pelo menos até as últimas décadas do século XX, à crise no leste europeu que marcou a decadência e fim da União Soviética.

     Março de 1985, Mikhail Gorbachev assume o poder da URSS, da qual a Ucrânia fazia parte, o líder comunista chamou atenção ao reduzir a censura, retirar tropas do Afeganistão após nove anos de intervenção soviética e libertar presos políticos. Com as chamadas glasnost, transparência com a sociedade, e perestroika, abertura de mercado, Gorbatchev acalmou ânimos alterados herdados da administração anterior. Contudo, falhou ao manter em funcionamento a nação comunista, e, em 1991, o parlamento soviético votou na dissolução da União. 


     Ucrânia, novembro de 2004, explodem denúncias de fraude maciça nas eleições presidenciais, tais fraudes favoreciam o então premier Viktor Yanukovich, com estas vindo à tona, deu-se início à onda de protestos que veio a ser conhecida como Revolução Laranja. Os protestos resultaram na repetição do segundo turno. Os candidatos de oposição, Viktor Yuschenko e Yulia Tymoshenko, se aliaram, com Yuschenko saindo como candidato e Tymoshenko como futura premier no caso de vitória. O resultado oficial teve Yanukovich como vencedor por 3 pontos percentuais, mesmo que as pesquisas de boca de urna resultassem com 11 pontos de vantagem para o oposicionista. A população, inconformada, foi às centenas de milhares às ruas, a nova onda de protestos apenas acabou com a realização de um novo pleito popular, no qual o oposicionista saiu vitorioso.

     Ucrânia,  fevereiro de 2010, Viktor Yanukovich é eleito presidente em eleições julgadas justas.

     No dia 21 de novembro de 2013, o parlamento ucraniano suspendeu as preparações para um acordo com a União Europeia. Segundo o governo, a medida foi tomada para proteger a "segurança nacional".

     O governo russo manteve pressão sobre a Ucrânia, para não assinar o contrato, o gigante do leste europeu tinha em mente a entrada do vizinho em seu próprio bloco econômico, o qual é visto, pela Rússia, como um protótipo de concorrente à União Europeia.

     Para o grande bloco econômico europeu, a medida foi um "desapontamento", como disse Catherine Ashton, chefe de políticas estrangeiras da União Europeia, ainda segundo ela, o bloco acredita que o futuro da Ucrânia se encontra em um forte relacionamento com a UE.

     Segundo o então presidente, Viktor Yanukovich, a Ucrânia ainda iria trabalhar no caminho para a integração com o bloco europeu.

     Ainda em novembro, o governo ucraniano afirmou não poder selar o acordo com a União Europeia por conta dos fortes laços com Moscou, os quais teria que romper para realizar o acordo com o bloco.

     Uma enorme onda de protestos se iniciou no país por conta da decisão. Em Kiev, a capital, os policiais estimaram cerca 50.000 pessoas, mas segundo repórteres da BBC presentes no local, 100.000 manifestantes era uma melhor estimativa.

     Nos protestos, as pessoas levavam consigo, além de suas famílias, com idosos e crianças, placas com frases como "eu quero viver na Europa" e "a Ucrânia também faz parte da Europa".

     Nas palavras do então primeiro ministro ucraniano, a decisão foi "tática", e motivada apenas por questões econômicas.

     Os protestos seguiram, com a oposição juntando-se a eles.

    Em dezembro de 2013, Yanukovich assinou acordo com Vladimir Putin, presdiente russo, este pagando 15 bilhões de Dólares da dívida ucraniana e reduzindo em até um terço o preço do gás.
     
    Dos dias 16 a 23 de janeiro de 2014, o parlamento ucraniano declarou lei anti-protestos, e, logo após esta, as mortes nos protestos começaram. Estes se espalharam para o oeste do país, em ataques a sedes regionais do governo.

     Nos dias 28 e 29 de janeiro, o primeiro ministro da Ucrânia,Mykola Azarov, renunciou. O parlamento anulou a lei anti-protestos e ofereceu anistia aos presos caso os manifestantes saíssem dos prédios públicos, a oposição recusou.


     Nos dias 14 a 16 de fevereiro, todos manifestantes presos desde dezembro do ano anterior foram libertados, em resposta, os manifestantes se retiraram do prédio da prefeitura de Kiev.Com a chegada do dia 18, os protestos voltaram, com razões ainda desconhecidas, à praça da Independência, na capital, deixando 18 mortos, entre eles, policiais e manifestantes. Entre os dias 18 e 20, a Ucrânia viu seus piores dias de violência em 70 anos, pelo menos 88 pessoas foram mortas nestas 48 horas.



                                                 Praça da Independência da Ucrânia, Kiev, antes e depois.

     Grande quantidade de eventos se sucedem no dia 22, começando pelo desaparecimento do presidente Yanukovich, seguido pela tomada de controle dos manifestantes sobre construções da administração presidencial, depois desta, o parlamento votou para tirar o presidente do poder, com eleições programadas para 25 de maio. Por consequência deste resultado, o presidente apareceu na TV denunciando o "golpe". Então, a arqui-rival, antiga primeira ministra, Yulia Tymoshenko, a qual havia sido presa por abuso de poder em acordos sobre o gás russo, é libertada do regime penitenciário. Dos dias 23 a 26, o parlamento nominou Olexander Turchynov o novo presidente também lançando um pedido de prisão a Yanukovich.
     No momento que a situação ucraniana aparentava se dirigir à reta final, uma nova crise explode, soldados armados pró-Rússia tomam bases militares estratégicas na península da Criméia.

Soldados armados em aeroporto ucraniano no dia 28


     No primeiro dia de março, o parlamento russo atendeu ao pedido do presidente Vladimir Putin, de usar força na Ucrânia depois que protestos pró-Rússia foram realizados em várias cidades ucranianas. No mesmo dia, Obama diz para Putin retirar as tropas para as bases. No segundo dia do mês, o primeiro ministro ucraniano disse que a Rússia oficialmente declarou guerra. Os Estados Unidos disseram que o gigante do leste europeu tinha controle sobre a Criméia.
   No dia seguinte, o embaixador russo das nações unidas disse que o ex-presidente ucraniano, Yanukovich, teria pedido a Putin que fizesse uso da força. Quebrando o silêncio no quarto dia do mês, o presidente russo disse que as tropas que ocupavam a Criméia não eram russas, mas sim, tropas de auto-defesa.
     Dois dias depois, no dia 6 de março, o parlamento da Criméia agendou um referendo para a união com a Rússia, já no dia seguinte, esta anunciou que os apoiaria se o referendo resultasse na separação da Ucrânia.
    No dia 11 do mesmo mês, as potências do ocidente ofereceram incentivos de troca de quase 500 milhões de euros, em resposta, o primeiro ministro ucraniano pediu a e que tomassem todas as medidas possíveis, até militares, para evitar que a "violência russa" continuasse.
      Com a chegada do dia 16 de março, ocorreu o referendo, este, com aproximadamente 97% dos votos a favor da união com a Rússia.
     Depois deste resultado, medidas foram tomadas por ambos os lados; a Ucrânia começou a fazer planos para retirar seus soldados e famílias da península e saiu da Comunidade dos Estados Independentes Liderada por Moscou (CIS). A UE e os EUA impuseram proibições de viagens e congelamento de bens de vários funcionários da Rússia e Ucrânia depois referendo da Crimeia.O presidente russo assinou um projeto de lei para absorver a península para a Federação Russa. Mais tarde, a Ucrânia afirmou que um oficial foi morto quando uma base militar foi invadida em Simferopol, Criméia, a primeira dessas mortes na região desde que as forças pró-Rússia tomaram conta no final de fevereiro. Em seguida, no dia 20, os líderes da União Européia se reuniram em Bruxelas para condenar as ações da Rússia e discutir sanções.

      Novas atualizações serão feitas e publicadas, conforme os fatos ocorrerem.

Fontes :
Suspensão das preparações para o acordo com UE- http://www.bbc.com/news/world-europe-25032275

segunda-feira, 17 de março de 2014

Três primaveras em Primavera Árabe

20:01 Posted by Unknown , , No comments
     Um jovem vendedor da Tunísia, após ter seus produtos confiscados pela polícia por se recusar a dar propina, atea fogo ao próprio corpo como protesto reivindicando melhores condições de vida em dezembro de 2010. O impacto desse ato no mundo árabe foi grande o suficiente para gerar as revoltas da Primavera Árabe, que tem apoio dos jovens e das redes sociais. A auto-imolação fez com que 10 dias depois o presidente da Tunísia, Ben Ali, no poder desde 1987, fugisse para a Arábia Saudita. Vários países do Oriente Médio e do norte africano se juntaram ao movimento causando quedas de ditadores há muito no poder.
                           
      As motivações desses protestos vieram das más condições de vida, do desemprego, da injustiça social e política, da falta de liberdade e da falta de infraestrutura em lugares onde todo o beneficio de economias em crescimento fica nas mãos de poucos e corruptos. Os regimes nacionalistas árabes nascidos nas décadas de 1950 e 1970 foram se convertendo em governos repressores que impediam a oposição política. Durante a Guerra Fria essas revoluções não poderiam acontecer pois os países árabes submetiam seus interesses nacionais aos do capitalismo estadunidense ou do comunismo russo. Vinte anos após o fim da Guerra Fria, com o mundo globalizado e as redes sociais servindo de vazão para ideias para a melhora da sociedade e da política, a Primavera Árabe tem seu início.