Um projeto idealizado e realizado por estudantes do ensino médio, o blog Comentaristas surgiu durante conversas entre esses. Com o objetivo de trazer informações dos mais variados temas, desde notícias do cenário "pop" atual, até matérias completas de política e histórias. Como temos um grande número de autores, as opiniões podem e vão variar de autor para autor, podem até colidir, dando ao leitor, dois pontos de vista contrários para analisar.

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segunda-feira, 12 de maio de 2014

A Coisa Que Pensa

21:22 Posted by Anna Marchezan No comments

   "Sou uma coisa que pensa, isto é, que duvida, que afirma e que ignora muitas coisas, que ama ou que odeia. Que quer e não quer, que também imagina e que sente" René Descartes. Grande filósofo, Descartes foi considerado o pai da filosofia moderna, deixando como herança para a sociedade atual, o início de complexos pensamentos a serem feitos.
   Cada um, pensa e chega a uma resposta diferente para perguntas do pensador. Certamente, os seres humanos são uma coisa que pensa, principal característica que nos difere dos animais irracionais, no entanto alguém já  parou e refletiu o que seria ao certo uma coisa que pensa? São exorbitantes os aspectos que se pode atribuir para esse ser pensante.
   Aprende, entende, interpreta, questiona, reflete, contempla, repugna. O pensamento é exclusivo dos humanos, contudo cada indivíduo tem sua maneira de pensar diferente. Logo o tornando único e alimentando uma personalidade singular. Assim, tendo a própria maneira de filosofar, vê-se o mundo com visões diferentes a cada dia: para um estado de espírito raivoso vê-se os assassinatos dos jornais, para um dia calmo da alma vê-se o nascer do sol e um pensar apaixonado exige-se os olhares para um arco-íris. Cada um com o jeito de pensar distinto, estilo de contemplar divergente, porém, ainda assim, sendo aquela coisa que pensa.

   É claro que, neste mundo, os seres racionais são os mais evoluídos e de certa forma os mais estranhos.
   Pensar. Os seres humanos conseguem pensar, nenhum outro animal irá conseguir desenvolver um cálculo do teorema de Pitágoras, por exemplo. Por ser algo privativo de todo o existencial do mundo, o pensamento humano é foco de muitas pesquisas, entretanto por mais que consiga-se milhares de estudos, a coisa pensante ainda será algo inigualável em termos de surpreendente.

   Então, pergunto-lhes vocês nomeiam-se como uma coisa que pensa... e o que seria uma coisa que pensa em sua opinião? 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Soneto da Vida ( Pedro Fleith )

16:26 Posted by Pedro Fleith , No comments
A vida tem um encanto ?
Alguma coisa sempre me resiste
A vida existe ?
Ou é só um grande canto ?

Se existe quero me envolver nela como um manto
Viver nela sem ser triste
Sem ter alguém que me insiste
Ao profundo pranto

Não quero ter medo nem horror
Ser uma pessoa que vive
E a capacidade de me arrepender

Viver bem como uma vida que já tive
E também reaprender
A ter a felicidade como um esplendor.

Autor: Pedro Fleith





sábado, 19 de abril de 2014

Altos e Baixos

08:00 Posted by Unknown , No comments
     Acredito firmemente que a nossa vida é feita pelos nossos altos e baixos, destaco, portanto, os dias de minha vida que me fizeram mais feliz e mais triste, aqueles que construíram minha história.
     Minha lembrança marcante mais antiga é da morte de meu avô, 31 de dezembro, dia de ano novo. Era criança, não podia compreender o que a morte significava. Aquele tempo foi duro para minha família, em uma semana estava com a saúde visivelmente impecável, na outra, recebíamos a notícia da morte. Ouvi de meu pai, seu filho mais velho, que quando seu pai não mais se sentiu bem, já no hospital, fez um sinal negativo. Depois de meu avô nunca mais minha família paterna fez festas como antes, não me recordo de confraternizações depois daquele dia.
     Alguns anos mais tarde, em meu aniversário, quando ganhei de presente um pequeno grande amigo. Um filhote  peludo, que em meses se tornou um gigante de quatro patas que me acompanhava a todos lugares. Aquele animal trouxe a alegria infantil que precisava durante minha adolescência.
     Perto do fim de minha adolescência conheci uma garota. O fogo que ardia em meu peito era invisível e incontrolável. Minha amada, era com ela que construiria uma família, levantaria casa e envelheceria. Logo já tínhamos planos de mudança para cidade grande, abandonaria meus pais e meu cão para viver com minha mulher.
   Aos poucos percebia que meu avô era quem eu tinha como exemplo de vida. Era uma homem politicamente ativo, simples, trabalhador, ganhava pouco mas dentre seus irmãos (que tinham melhores empregos) fora o único que conseguiu construir uma casa.
     Num dia que veio a ser importante minha mulher me contou que estava grávida. Eu, no primeiro instante, me espantei, entretanto logo estava animado com a novidade. Tinha um bom emprego como professor, era bem resolvido financeiramente.
     Durante a gestação de minha recém esposa, minha mãe fazia constantes ligações. Ao menos uma vez por dia ligava para casa para saber como as coisas andavam. Em uma das ligações contava chorosa como acharam o meu cão atirado ao chão do pátio, morto. Coitado estava velho, surdo, quase cego. Eu já começava a ter contato com a morte, mas não compreendia.
    O nascimento de meu primeiro filho foi inesquecível. Foi um dia muito marcante, não só pelo meu filho, mas por ter sido a primeira vez que me embebedava por completo.
    Aos poucos entendi o funcionamento da relação vida e morte, mas haviam detalhes importantes que eu ainda não conseguia enxergar.
     Meu filho tinha três anos quando minha mãe me ligou, que agora era só para casos extremamente graves. Meu pai passava mal. Era noite, eu saí de carro sozinho, deixando minha amada em casa com nosso pequeno. Quando estava no hospital com meu pai os médicos perceberam que o velho estava enfartando. Olho para ele e reconheço o sinal que fazia com a mão direita, o mesmo de meu avô.
     A perda de meu pai foi um grande passo para o entendimento do funcionamento da morte e sua relação com a manutenção da vida. Minha mãe que sempre fora forte estava em silenciosa e parada, isso perdurou anos até sua morte, minha esposa diz que morreu por desgosto, os médicos por velhice.
    À noite, em uma conversa com minha mulher, discutimos como nosso filho se sentia solitário, sem ninguém com quem conversar ou brincar, tinha cinco anos e precisava de um novo amigo em casa. Queríamos um segundo filho. A notícia foi a melhor de todas que já havia recebido, em menos de um ano nossos planos começaram a se tornar realidade, minha mulher engravidara novamente.
     A gestação fora muito tranquila, sem nenhuma complicação. A época em que mais sorríamos um ao outro sem nenhum motivo eminente. Contávamos os dias para o nascimento de nossa segunda criança e a cada dia que passava percebia que aquela garota que tinha conhecido tão jovem era realmente com quem eu iria envelhecer. Aquele fogo que ardia quando novo permanecera o mesmo depois de anos juntos.
     Minha esposa entrou em trabalho de parto no dia previsto. Levei-a rapidamente ao hospital. Estávamos ansiosos e animados, mas o que veio a seguir não fora algo que merecíamos. Perdi minha amada e meu segundo filho.
     Houveram complicações durante o parto, suficientes para causar a morte. Meu filho não compreendia o motivo de sua mãe não voltar para casa com seu irmãozinho, era como eu quando pequeno, não compreendia a morte.
     Com cabelos brancos percebo que a morte tem um ciclo habitual dependente da vida. A morte faz com que os velho dê lugar aos mais novos, mas os mais velhos deixam nos mais novos um espaço na memória dedicado a eles. Não compreendemos a razão da morte, mesmo que na hora certa, não entendemos o fim de algo ou alguém. A confusão se agrava quando a morte mistura pontos altos e baixos em mesmos momentos, quando o ciclo habitual da morte é quebrado por uma situação atípica.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Liberdade

15:05 Posted by Unknown No comments
     Liberdade, com origem do latim libertas, um conceito utópico, é dissertada por diversos filósofos. A cada dissertação cria-se um novo conceito e interpretação do que é liberdade. Dentre os filósofos que interpretaram o tema, destaco Pecotche, Mikhail Bakunin e Sartre.
     Pecotche, um escritor, conferencista e pensador humanista argentino, acredita que o homem nasce livre, porém só o percebe quando a sua consciência entra em funcionamento como um ser racional e espiritual. A liberdade, segundo ele, tem as suas fronteiras ampliadas ou estreitadas a partir da consciência humana. Quanto mais ampliarmos os domínios da consciência mais livres seremos.
     Para Bakunin, um teórico político russo e também um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX, se referia a uma realidade concreta baseada na liberdade simétrica de outros. A liberdade consistiria no desenvolvimento pleno de todas as faculdades e poderes de cada ser humano, pela educação, pelo treinamento científico, e pela prosperidade material. A concepção de liberdade de Mikhail Bakunin é eminentemente social, já que só pode ser concretizada em sociedade, não em isolamento. No sentido negativo liberdade é a revolta do indivíduo contra todo tipo de autoridade, divina, coletiva ou individual.
    Sartre foi escritor e crítico francês, o qual acreditava que os intelectuais têm o dever de desempenhar um papel ativo na sociedade. Sartre acreditava que o o homem nada era antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir a si mesmo. Pela sua tese a liberdade é absoluta ou não existe. Sartre revê a tese de Lutero, a qual diz que a liberdade não existe pois Deus tudo sabe e tudo prevê, porém, como para o francês não há Deus, a liberdade é absoluta. Por outro lado, se tudo fosse reduzido à matéria, a consciência e a liberdade não existiriam, tornando-as, assim, conceitos inexistentes. Se o fundamento da consciência é o nada, nenhum ser poderia explicar o comportamento humano. Não há nenhum tipo de essência - divina, biológica, psicológica ou social - que anteceda e possa justificar o ato livre, este próprio que tudo justifica.
     Partindo de reflexões de filósofos, percebe-se a relação do consciente com a liberdade, talvez por esta ser praticada pelo consciente, que quanto maior for mais ampliada é a liberdade. Esta, aplicada numa sociedade, implica em seu estreitamento pelas leis, provavelmente porque as consciências não se desenvolveram em plenitude para o convívio sem auxílio delas, em completa liberdade.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Elysium

18:36 Posted by Unknown , No comments
 Quando superlotação, guerras e crescimento desenfreado da poluição e do lixo tomam conta de nosso planeta, a elite da Terra cria uma estação espacial gigante chamada Elysium, onde não há poluição, escassez de recursos e todos os funcionários são robôs programados para entender e proteger os moradores de Elysium, que nunca adoecem ou envelhecem.


 A história acontece em 2159, em pleno século 22, onde a maior parte da população terrestre passa por dificuldades, sendo mão de obra barata em imensas fábricas, comandadas por fornecedores da imensa Elysium.
 Logo no inicio já é feita uma critica, o protagonista(Matt  Damon) do filme é espancado pelos guardas robôs sem ter feito nada, mostrando o abuso de autoridade. Assim, ele tem seu braço quebrado e vai para a fábrica em que trabalha, onde recebe uma ameaça de demissão pois não está fisicamente disponível e existe uma fila imensa de desempregados esperando uma vaga.
Após uma leva de robôs ser posta numa maquina onde são expostos à radioatividade e calor intensos. A cena muda para um aglomerado de pessoas, em sua maioria doentes e deficientes, que pagam para receberem uma "documentação" falsa, feita diretamente na pele e serem levados para Elysium, onde têm uma chance de cura. Logo, três naves decolam e são detectadas pelos radares da estação espacial. Esta aciona um mercenário fortemente armado que atira misseis guiados para destruir as naves clandestinas. Duas delas são destruídas, enquanto uma milagrosamente desvia do míssil  e consegue pousar em Elysium. Forças  robóticas são mobilizadas e abatem ou capturam os imigrantes clandestinos. Já viu isso em algum lugar não é?
 Só uma mulher com sua filha escapam e invadem uma mansão onde encontram uma das máquinas médicas. A garotinha é curada e logo depois ela e sua mão são capturadas pelos robôs.Os sobreviventes são deportados de volta para Terra.


 É claramente perceptível uma crítica feita pelo filme em relação aos direitos humanos desiguais e a invasão de latino americanos à América do Norte em busca de uma melhor qualidade de vida a si mesmos e a suas famílias. São vistos os conflitos de fronteira, onde muitos imigrantes são abatidos e mortos ou barrados por cercas e muros. Os que obtém sucesso mas são pegos ou não têm autorização, algo muito difícil de se conseguir, são deportados de volta para seu país de origem, presos ou até mortos pelas autoridades.
 Como visto no filme, muitos deles se envolvem com entidades criminosas para tentarem a sorte na fronteira e nos países invadidos, o que os deixa a mercê destas entidades e têm que trabalhar para essas,mesmo que custe sua vida.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

im.par.ci.al

23:53 Posted by Unknown , No comments
     "im.par.ci.al Que julga sem paixão; reto, justo.", segundo Aurélio. De maneira mais breve e simplória "que não é nem de um lado nem de outro". Imparcialidade é um termo praticado na imprensa e na justiça que se refere a não privilegiar ninguém e nenhuma parte. Na justiça, o juiz a tem para poder estar acima das partes envolvidas , sem demonstrar nenhuma preferencia por nenhuma delas, e poder julgá-las corretamente. Na mídia ela é importante para entender o que de fato ocorre no espaço geográfico trazendo a pluralidade, que trata igualmente os discursos. A imparcialidade midiática pode ser vista como mais influente que a judiciária (sem diminuir sua importância), pois sai da mídia toda informação que se recebe, obtendo poder e influência sobre a população, e, muitas vezes, acaba-se crendo em qualquer informação ou opinião ali exposta. Esta crença é perigosa , já que, caso houver parcialidade (preferencia por uma parte) no assunto, a informação passada se torna uma mentira.
     A participação da imparcialidade na mídia, como dito, é importante para a exposição do real, mas ela não é aplicada em todos os meios midiáticos. O meio televisivo e radial a tem aplicada, por lei (apesar de não ser cumprida por completo), provavelmente porque são os meios de comunicação mais acessíveis ao povo, este deve receber a informação da forma mais verídica possível. Isso não significa que a manipulação não exista, mesmo na tentativa de imparcialidade é possível encontrar opiniões ocultas sendo transmitidas. Já a internet e a mídia impressa estão livres da lei, a parcialidade é comumente usada, ou seja, são com esses meios que mais tem de ser precavido. Ideias e opiniões longínquas da realidade estão presentes no cotidiano, já que a internet, meio parcial, está cada vez mais fazendo parte do dia a dia do brasileiro.
     É difícil, ou quase impossível, achar a imparcialidade nas mídias, portanto deve-se sempre estar prevenido das informações, elas, assim como podem ser reais, podem ser falsas. Durante a leitura de uma reportagem ou ao assistir a televisão, de-se analisar as informações, logo tira-se o fato. Depois analisa-se a maneira como é dada a notícia, ela pode dizer muito sobre de que "lado" pertence. E, o mais importante, compara-se com vários outros meios onde a mesmo notícia foi publicada (pluralidade), colocando em mente uma "sombra" mais semelhante à realidade. Importante dizer que nada do que se informa, além do fato, é realidade completa, não passa de uma interpretação, e, para uma interpretação mais próxima ao fato, devemos buscar em diversas fontes a realidade.
     Houve um tempo em que o mundo era regido por duas grandes ideologias, as duas com muito poder e influência sobre o globo. Naquele tempo toda informação que chegava a qualquer população era alterada devido à ideologia pela qual o região era influenciada. A realidade era criada por uma mídia parcial, que manipulava os fatos a seu favor. Hoje o mundo não mais é polarizado, não mais precisa-se de parcialidade nas informações. É incabível escutar falsidades criadas por um "lado da moeda" sendo que não há mais por que da existência de "lado de moeda". Deve-se buscar o meio termo da polarização de ideologias, buscar a realidade, e a imparcialidade faz parte do caminho. Filosoficamente deve se livrar dos prejulgamentos, preconceitos, crenças cotidianas e de todas nossas influências para questionar em busca do real.
     Quando fala-se sobre imparcialidade, não é pensado em privar o indivíduo de pensar e ter suas próprias opiniões, mas sim ter conhecimento da realidade a partir de mídias imparciais para que este possa formar seus próprios pensamentos. Com uma mídia sem posição pode-se haver um povo tomando a sua própria.


Fontes:












A Sabedoria Oculta

18:35 Posted by Anna Marchezan , 1 comment

   Observa-se em uma passagem da obra “A República”  escrita por Platão,  a alegoria (mito) da Caverna de Platão onde contém a história de Sócrates ,seu mestre, implícito nos trechos.      
   Resumidamente, conta-se sobre a vida de prisioneiros que nasceram e viveram ali, acorrentados dentro de uma caverna escura, aonde só se tinha uma fogueira que provocava sombras de objetos e de pessoas que projetavam-se na parede (a qual os prisioneiros ficavam olhando o tempo inteiro).  Imaginemos que um prisioneiro saísse das correntes e tivesse a oportunidade de explorar o mundo exterior e percebe-se que mesmo a luz do sol o cegando por um instante, o “mundo da luz” é o melhor lugar para viver. Ele voltaria para a caverna e dividiria os conhecimentos adquiridos no mundo de fora com seus colegas, os companheiros chamariam  de louco e ameaçariam de morte caso não parasse de falar ideias absurdas, pois essas, são pensamentos fora da realidade dos prisioneiros.
   Para a época, essa alegoria foi uma visão parecida com qual viveu Sócrates, e Platão se encontrava na mesma situação: Ir ou não para a luz? Nesse mito, o pensador também quis  demonstrar que vivemos (tanto naquela época quanto nestes dias) em um mundo projetado por sombras. A sociedade não aceitou que Sócrates questionasse a vida, encontrasse outros saberes, outros pensamentos, porque as pessoas queriam viver dentro das próprias “sombras”, dentro somente de suas opiniões.
     Trazer esse mito para o mundo de hoje, não se foge muito da ideia que foi descrita há tempos atrás. A sociedade destes dias é uma réplica dos prisioneiros; as nossas opiniões, pensamentos, ideias que temos sobre o mundo são somente sombras que a mídia constrói e reproduz para manipular-nos.
    O mundo é a caverna, os prisioneiros somos nós, as sombras é o que acreditamos e a luz... ninguém sabe o que é, pois não se conseguiu ainda alcançar a verdadeira realidade, a verdadeira sabedoria, logo vivemos em um mundo controlado pelo dinheiro. Por exemplo, quando recusamos a aceitar outras culturas diferentes da nossa, isso são as correntes agindo sobre nós. Mal conseguimos enxergar o que pode estar tão óbvio, temos um conhecimento básico de tudo;  quando vamos avançar para outro patamar? Quando iremos perceber que para ter uma ideia precisamos sair desse mundo tão fechado?
    O primeiro passo é reconhecer que estamos acorrentados na caverna escura, e para aqueles (poucos) que querem explorar o mundo exterior, será um tanto difícil, enquanto a mídia estiver “sugando” nossas críticas, nossas visões, opiniões. E aquilo que está por trás dessa manipulação não quer nem um pouco que qualquer indivíduo busque saber outras realidades, isso já está uma regra: nascemos, vivemos e morreremos sob as sombras da fogueira.

    Entretanto, há uma pergunta que perturbará muitos:  como queremos alcançar o mundo da luz, se o conforto está em nosso próprio egoísmo?



terça-feira, 1 de abril de 2014

"O Show de Truman"

22:40 Posted by Unknown , No comments
Do filme, "O Show de Truman", se tem muitas coisas para pensar e discutir. 
Truman era um homem que tinha a sua vida vigiada por câmeras em um mundo cercado, entre paredes. Todos sabiam o que ele fazia ou o que deixava de fazer, e, principalmente, de seus medos, estes que a produção fazia ele ter. Por exemplo, o seu medo de mar: após a perda de seu pai em um naufrágio, Truman acaba tendo pavor de navegar, até de atrevessar pontes. Isso foi feito para que, se ele decidisse se aventurar, descobriria a falsidade de seu mundo, porém a sua fobia o impediria.
Amigos, figurantes, tentavam lhe dizer que a vida que ele pensava ter era planejada. Mas as pessoas da produção conseguiam afastar os figurantes de Truman. 
Quando acaba isso tudo as pessoas, que estavam na frente da televisão durante anos vendo uma vida que não era delas, não sabem mais o que fazer quando tudo isso acaba. Não sabem como é viver.
"O Show de Truman" mostra como somos controlados pela televisão, o quanto a nossa vida é dependente desta e o por que de termos que lutar para sair de sua bolha e viver a vida real.
Acabamos deixando de pensar para assistir uma novela ou um filme. O que você faria sem a televisão e sem a internet (que também está presente no nosso dia-a-dia e que muitas pessoas não largam)? 
Resposta: Viveria




-Luana R.