Um projeto idealizado e realizado por estudantes do ensino médio, o blog Comentaristas surgiu durante conversas entre esses. Com o objetivo de trazer informações dos mais variados temas, desde notícias do cenário "pop" atual, até matérias completas de política e histórias. Como temos um grande número de autores, as opiniões podem e vão variar de autor para autor, podem até colidir, dando ao leitor, dois pontos de vista contrários para analisar.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

im.par.ci.al

23:53 Posted by Unknown , No comments
     "im.par.ci.al Que julga sem paixão; reto, justo.", segundo Aurélio. De maneira mais breve e simplória "que não é nem de um lado nem de outro". Imparcialidade é um termo praticado na imprensa e na justiça que se refere a não privilegiar ninguém e nenhuma parte. Na justiça, o juiz a tem para poder estar acima das partes envolvidas , sem demonstrar nenhuma preferencia por nenhuma delas, e poder julgá-las corretamente. Na mídia ela é importante para entender o que de fato ocorre no espaço geográfico trazendo a pluralidade, que trata igualmente os discursos. A imparcialidade midiática pode ser vista como mais influente que a judiciária (sem diminuir sua importância), pois sai da mídia toda informação que se recebe, obtendo poder e influência sobre a população, e, muitas vezes, acaba-se crendo em qualquer informação ou opinião ali exposta. Esta crença é perigosa , já que, caso houver parcialidade (preferencia por uma parte) no assunto, a informação passada se torna uma mentira.
     A participação da imparcialidade na mídia, como dito, é importante para a exposição do real, mas ela não é aplicada em todos os meios midiáticos. O meio televisivo e radial a tem aplicada, por lei (apesar de não ser cumprida por completo), provavelmente porque são os meios de comunicação mais acessíveis ao povo, este deve receber a informação da forma mais verídica possível. Isso não significa que a manipulação não exista, mesmo na tentativa de imparcialidade é possível encontrar opiniões ocultas sendo transmitidas. Já a internet e a mídia impressa estão livres da lei, a parcialidade é comumente usada, ou seja, são com esses meios que mais tem de ser precavido. Ideias e opiniões longínquas da realidade estão presentes no cotidiano, já que a internet, meio parcial, está cada vez mais fazendo parte do dia a dia do brasileiro.
     É difícil, ou quase impossível, achar a imparcialidade nas mídias, portanto deve-se sempre estar prevenido das informações, elas, assim como podem ser reais, podem ser falsas. Durante a leitura de uma reportagem ou ao assistir a televisão, de-se analisar as informações, logo tira-se o fato. Depois analisa-se a maneira como é dada a notícia, ela pode dizer muito sobre de que "lado" pertence. E, o mais importante, compara-se com vários outros meios onde a mesmo notícia foi publicada (pluralidade), colocando em mente uma "sombra" mais semelhante à realidade. Importante dizer que nada do que se informa, além do fato, é realidade completa, não passa de uma interpretação, e, para uma interpretação mais próxima ao fato, devemos buscar em diversas fontes a realidade.
     Houve um tempo em que o mundo era regido por duas grandes ideologias, as duas com muito poder e influência sobre o globo. Naquele tempo toda informação que chegava a qualquer população era alterada devido à ideologia pela qual o região era influenciada. A realidade era criada por uma mídia parcial, que manipulava os fatos a seu favor. Hoje o mundo não mais é polarizado, não mais precisa-se de parcialidade nas informações. É incabível escutar falsidades criadas por um "lado da moeda" sendo que não há mais por que da existência de "lado de moeda". Deve-se buscar o meio termo da polarização de ideologias, buscar a realidade, e a imparcialidade faz parte do caminho. Filosoficamente deve se livrar dos prejulgamentos, preconceitos, crenças cotidianas e de todas nossas influências para questionar em busca do real.
     Quando fala-se sobre imparcialidade, não é pensado em privar o indivíduo de pensar e ter suas próprias opiniões, mas sim ter conhecimento da realidade a partir de mídias imparciais para que este possa formar seus próprios pensamentos. Com uma mídia sem posição pode-se haver um povo tomando a sua própria.


Fontes:












A Sabedoria Oculta

18:35 Posted by Anna Marchezan , 1 comment

   Observa-se em uma passagem da obra “A República”  escrita por Platão,  a alegoria (mito) da Caverna de Platão onde contém a história de Sócrates ,seu mestre, implícito nos trechos.      
   Resumidamente, conta-se sobre a vida de prisioneiros que nasceram e viveram ali, acorrentados dentro de uma caverna escura, aonde só se tinha uma fogueira que provocava sombras de objetos e de pessoas que projetavam-se na parede (a qual os prisioneiros ficavam olhando o tempo inteiro).  Imaginemos que um prisioneiro saísse das correntes e tivesse a oportunidade de explorar o mundo exterior e percebe-se que mesmo a luz do sol o cegando por um instante, o “mundo da luz” é o melhor lugar para viver. Ele voltaria para a caverna e dividiria os conhecimentos adquiridos no mundo de fora com seus colegas, os companheiros chamariam  de louco e ameaçariam de morte caso não parasse de falar ideias absurdas, pois essas, são pensamentos fora da realidade dos prisioneiros.
   Para a época, essa alegoria foi uma visão parecida com qual viveu Sócrates, e Platão se encontrava na mesma situação: Ir ou não para a luz? Nesse mito, o pensador também quis  demonstrar que vivemos (tanto naquela época quanto nestes dias) em um mundo projetado por sombras. A sociedade não aceitou que Sócrates questionasse a vida, encontrasse outros saberes, outros pensamentos, porque as pessoas queriam viver dentro das próprias “sombras”, dentro somente de suas opiniões.
     Trazer esse mito para o mundo de hoje, não se foge muito da ideia que foi descrita há tempos atrás. A sociedade destes dias é uma réplica dos prisioneiros; as nossas opiniões, pensamentos, ideias que temos sobre o mundo são somente sombras que a mídia constrói e reproduz para manipular-nos.
    O mundo é a caverna, os prisioneiros somos nós, as sombras é o que acreditamos e a luz... ninguém sabe o que é, pois não se conseguiu ainda alcançar a verdadeira realidade, a verdadeira sabedoria, logo vivemos em um mundo controlado pelo dinheiro. Por exemplo, quando recusamos a aceitar outras culturas diferentes da nossa, isso são as correntes agindo sobre nós. Mal conseguimos enxergar o que pode estar tão óbvio, temos um conhecimento básico de tudo;  quando vamos avançar para outro patamar? Quando iremos perceber que para ter uma ideia precisamos sair desse mundo tão fechado?
    O primeiro passo é reconhecer que estamos acorrentados na caverna escura, e para aqueles (poucos) que querem explorar o mundo exterior, será um tanto difícil, enquanto a mídia estiver “sugando” nossas críticas, nossas visões, opiniões. E aquilo que está por trás dessa manipulação não quer nem um pouco que qualquer indivíduo busque saber outras realidades, isso já está uma regra: nascemos, vivemos e morreremos sob as sombras da fogueira.

    Entretanto, há uma pergunta que perturbará muitos:  como queremos alcançar o mundo da luz, se o conforto está em nosso próprio egoísmo?



terça-feira, 1 de abril de 2014

"O Show de Truman"

22:40 Posted by Unknown , No comments
Do filme, "O Show de Truman", se tem muitas coisas para pensar e discutir. 
Truman era um homem que tinha a sua vida vigiada por câmeras em um mundo cercado, entre paredes. Todos sabiam o que ele fazia ou o que deixava de fazer, e, principalmente, de seus medos, estes que a produção fazia ele ter. Por exemplo, o seu medo de mar: após a perda de seu pai em um naufrágio, Truman acaba tendo pavor de navegar, até de atrevessar pontes. Isso foi feito para que, se ele decidisse se aventurar, descobriria a falsidade de seu mundo, porém a sua fobia o impediria.
Amigos, figurantes, tentavam lhe dizer que a vida que ele pensava ter era planejada. Mas as pessoas da produção conseguiam afastar os figurantes de Truman. 
Quando acaba isso tudo as pessoas, que estavam na frente da televisão durante anos vendo uma vida que não era delas, não sabem mais o que fazer quando tudo isso acaba. Não sabem como é viver.
"O Show de Truman" mostra como somos controlados pela televisão, o quanto a nossa vida é dependente desta e o por que de termos que lutar para sair de sua bolha e viver a vida real.
Acabamos deixando de pensar para assistir uma novela ou um filme. O que você faria sem a televisão e sem a internet (que também está presente no nosso dia-a-dia e que muitas pessoas não largam)? 
Resposta: Viveria




-Luana R.

O Regresso da Literatura

20:39 Posted by Unknown , No comments
A mulher tem sofrido com o machismo há muito tempo. Desde os tempos pré-históricos, é ela a responsável pelas tarefas domésticas e pelo cuidado dos filhos. Enquanto os homens saíam para caçar, eram as mulheres quem cuidavam da agricultura. Ao desenrolar da História, é possível perceber que houve muitas mudanças. Numa monarquia, por exemplo, o poder era passado de pai para filho, em primeiro lugar. Já nos sistemas mais recentes e democráticos, eram apenas homens que votavam.

Em teoria, o sexo feminino conquistaria mais respeito perante a sociedade na virada do século XX.  Com a Segunda Revolução Industrial, a mão-de-obra feminina foi incorporada nas indústrias, mas pouco efeito causou. Surgiu o Dia Internacional da Mulher e um foco maior para os direitos da mulher. Contudo, esses parecem não deixar o papel ainda nos dias de hoje.

Assédio, diferença salarial entre homens e mulheres, violência doméstica... Esses são apenas alguns dos reflexos do machismo na sociedade. Todavia, deve-se destacar que a mulher está cada vez mais ganhando espaço em todo tipo de relação. Ao que tudo indica, o sexo feminino está cada vez mais progredindo na busca de uma igualdade em relação aos homens, pelo menos em tese.