A exploração de ouro na ilha se mostrou pouco rentável, e dizimou a
população indígena, a qual era mandada para trabalhar nas minas. Então a ilha
veio a se tornar um ponto de “escala” das navegações espanholas, sendo um
território colonizado no caminho das terras ainda inexploradas.
O país também se destacou na produção agrícola de cana-de-açúcar e
tabaco, que dependiam da ainda então praticada, escravidão.
Apesar de um movimento pela independência realizado em 1821, Cuba foi um
dos poucos territórios hispânicos que permaneceram leais à coroa após a invasão
francesa à península ibérica.
A prosperidade agrícola de Cuba atraía os olhos dos estadunidenses,
principalmente os grandes proprietários de terra do sul. E por varias vezes,
estes realizaram propostas de compra do território ao governo espanhol.
Em 1868 eclodiu a primeira guerra da independência cubana, com “o grito
de Yara” protagonizado por Calos Manuel Céspedes. A guerra, conhecida por dos
dez anos, foi concentrada na porção oriental da ilha, onde havia maior apoio da
população em função da crueldade do exército espanhol.
Céspede chegou até a criar a República em Armas e foi seu primeiro
presidente. Os representantes dela criaram toda uma constituição e chegaram até
a serem reconhecidos por alguns governos Latino Americanos.
A superioridade do exército espanhol e promessas de reformas pelo
general que o comandava, enfraqueceram o movimento, e em 1878 foi assinado o
acordo de paz.
A guerra recomeçou em 1895, com o “grito de Baire” e estendeu-se por
toda ilha. Muitos civis foram mortos, vilas e povoados destruídos.
Em abril de 1898, com a inexplicável explosão do encouraçado Maine no
porto de Havana, os Estados Unidos declararam guerra à Espanha, e em agosto do
mesmo ano o governo espanhol assinava o tratado de paz, e ainda em 1898, no dia
10 de dezembro, pelo Tratado De Paris, a Espanha cedia Cuba, Porto Rico e as
Filipinas ao governo estadunidense.
Com Cuba sob seu poder, o governo estadunidense aplicou a emenda Platt à
constituição da ilha, assim poderia intervir e supervisionar seus tratados internacionais.
Em 20 de maio de 1902 foi criada a República de Cuba, como nada é
perfeito, ocorreram empecilhos para os presidentes da nova nação, mas nada
demais até setembro de 1933, quando o sargento Fulgencio Batista e o professor
Ramón Grau San Martín aplicaram um golpe militar e instalaram uma ditadura.
Um ano depois, em 1934, Ramón renunciou, e a partir daí, vários governos
provisórios, controlados por Batista, se sucederam até que em 1940 ele
finalmente assumiria o governo oficial do país.
Após este, dois períodos de governos democráticos seguiram, até 1952,
quando novamente Fulgencio aplicou um golpe militar, instalando oficialmente
uma ditadura militar, recheada de corrupção e violência.
A nova ditadura agradou os estadunidenses, que haviam explorado a ilha
frequentemente desde a sua independência, corrompendo os presidentes
considerados “Fantoches” e importando
tabaco e açúcar a preços extremamente baixos, pois viram em Fulgencio, uma
figura mais maleável que os outros presidentes, que ainda tinham tendências nacionalistas.
Mas internamente, a ditadura encontrou muita oposição, destacando-se,
entre vários, um jovem advogado que em 1953 tentara realizar um ataque ao Quartel
de Moncada com 165 homens para roubar armas e armar a população, mas ao falhar,
o jovem, Fidel Castro, argumentou em sua própria defesa e foi anistiado dos 15
anos de prisão, exilando-se então, no México.
Voltou em 1956, com 80 homens, entre eles, seu irmão, Raul Castro e o
revolucionário Ernesto Che Guevara.
Depois de dois anos de luta, em dezembro de 1958, Batista foi expulso da
ilha, exilado nos EUA, e em 1º de janeiro de 1959, Fidel assumiu o poder,
estabelecendo em 1961, a primeiro e única república socialista das américas.
0 comentários:
Postar um comentário